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segunda-feira, 23 de março de 2020

(CORDEL) Preciso acordar mais cedo

março 23, 2020 8 Comments
Resultado de imagem para acordar cedo

Preciso acordar mais cedo
Para ver o sol nascer
Despertar, sorrir, cantar
Até o dia anoitecer
Olhando a bela vista
Que a todos nós conquista
E nos faz querer viver.

Preciso acordar mais cedo
Para que o mundo me note
Despertar de madrugada
Curtir, dançar um xote
Libertar a minha alma
Com sabedoria e calma
Ser um louco Dom Quixote.

Acordar mais cedo é um dom
Que as boas almas tem
A vida espera de você
Muito, muito mais que além
Viver é uma grande arte
Portanto baby, se farte
As boas coisas diga Amém!

Márcia Gabrielle Brito Mascarenhas
Xêro

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

(EPOA) Palestra com Katu Angatu

janeiro 14, 2020 0 Comments





Com palestra de nomenclatura: “ Lutando por uma educação escolar indígena decolonial”, o indígena Katu Angatu que está atualmente atuando como diretor da escola indígena, começou sua fala narrando o processo de luta dos povos tupinambá na região pelo direito a terra. Destacou na sua palestra a importância da ancestralidade existente na sua terra e de como ela é necessária para eles, para a vivencia de seus rituais. Outro ponto de destaque de sua fala, acerca da luta indígena, diz respeito ao massacre indígena que aconteceu no Cururupe, e de como os sobreviventes daquela chacina tiveram que, para sobreviver, negar a sua identidade. A figura do Caboclo Marcelino também foi lembrada pelo indígena que foi figura fundamental para o processo da luta e sobrevivência. 
Segundo Katu, entre os territórios de Una, Ilhéus e Buerarema, são cerca de seis mil indígenas e que, apesar de uma grande parcela de indígenas na região, ainda não há o reconhecimento dos tupinambás como povos originários. 
O indígena ainda falou sobre a questão ritualística das suas tradições. Ele afirma que o canto do Maracá exerce a função de chamar e dialogar com os encantados. Falou também sobre a importância, a representatividade e a significação que a pintura exerce em seu povo. Cada cerimonia requer uma pintura diferente, para cada ocasião, para cada ação e função há uma pintura representativa. Além disso, ele destacou a importância das coisas da natureza para a energização de seu povo. 
Ele finalizou sua fala ressaltando a importância de todos os outros tópicos para a construção de um currículo escolar indígena. Ressaltou o currículo escolar da Escola Estadual Indígena Tupinambá de Abaeté, onde exerce suas funções de diretor, voltado para a educação formal e diretamente atrelado a conteúdos de contexto indígena. 


Márcia Mascarenhas
Xêro

terça-feira, 20 de agosto de 2019

(Ateliê CTE) Índigo

agosto 20, 2019 0 Comments
A imagem pode conter: texto


A mostra do Componente Curricular Ateliê Corpos, Tempos e Espaços acontece nessa quinta - feira, 22 de agosto, 19:00 na Universidade Federal do Sul da Bahia - UFSB. O espetáculo "Índigo - Surgimos hoje para sempre", com a orientação dos docentes Tássio Ferreira e Leila Oliveira, será apresentado no Refeitório do Campus Jorge Amado, Ferradas. A entrada é franca.


segunda-feira, 1 de julho de 2019

(Resenha) Mulheres que contam

julho 01, 2019 0 Comments


Cabeçalho da página

Essa resenha publicada na revista : "Cadernos de Gênero e Tecnologia"  foi fruto do trabalho final do Componente Curricular : Poéticas Negrodescendentes, ministrado pela professora Cynthia Barra. O texto estabelece um paralelo entre o texto "O perigo de uma história única" da autora Chimamanda Adichie e a performance "Fragmentos de um descompasso" de Verônica Bonfim.








sábado, 4 de maio de 2019

(CArtes:Saberes e Práticas) Entrevista Rildo FOGE

maio 04, 2019 4 Comments


Baseado na proposta do componente, a equipe ficou responsável em escolher uma das temáticas norteadoras das aulas, escolher um artista que representasse a área temática e contar um pouco sobre sua história na arte. Nossa equipe de trabalho escolheu, baseado na temática ARTE URBANA, ministrada pela professora Alessandra Simões: o artista Rildo Foge. Figura  de grande importância no cenário artístico da cidade de Ilhéus- Ba, vem criando seu nome nos muros desse mundo, pintando em Salvador, Itacaré e tem trabalhos na cidade de Santo Antão, no Cabo Verde. 
Rildo falou um pouco sobre seu percurso na arte urbana, suas inspirações e como a arte está inserida em sua vida. Confira agora, um pouco do que foi essa entrevista com a equipe de trabalho do CC Campo das Artes: Saberes e Práticas:



Agradecimento: RILDO FOGE

Equipe de trabalho
MÁRCIA GABRIELLE BRITO MASCARENHAS
MAURICIO LIMA GUEDES

 Docente: Célia Regina

quinta-feira, 2 de maio de 2019

(UCP) Mauricio Tragtenberg e a delinquência acadêmica

maio 02, 2019 0 Comments

Mauricio Tragtenberg






Na obra, Mauricio Tragtenberg faz uma analise acerca do que vem sendo ao longo dos anos, o modelo implantado pelas universidades: não representa o social, ou seja, é elitizado; estabelece papéis de submissão na relação professor-aluno, possui um caráter classista e que, por meio de décadas vem reproduzindo uma ideologia dominante. Essa ideologia coloca o aluno em ato de subordinação, atuando apenas como aquele a receber o conhecimento e injetá-lo. Esse servilismo é considerado pelo autor como sendo um modelo de “burocracia pedagógica”, que vem moldando os estudantes para a busca do êxito e a aprovação, por meio do chamado “sistema de exames”.  É nesse sistema que os alunos vivem em função, pois dele depende a futura titulação. Isso leva, ao tema foco do texto, que é a chamada “delinquência acadêmica”: a procura descomedida por publicações, pontuações e pelo acumulo de títulos acadêmicos. 
Fazendo uma relação com a visão Kantiana, acerca dessa burocrática formação do alunado, pode-se dizer que esses jovens, vivem num processo de alternância de tutela, onde não mais tutelados pelos pais, estão sendo constantemente supervisionados acerca do que pensam, fazem e suas pretensões, pela comunidade que gere a academia.  Toda essa gama de tutoria no percurso acadêmico desse alunado acarretará na constante reprodução de conhecimento: sem um “movimento livre”, não pensarão por si próprios, o que vem a ferir a autonomia. 

No decorrer do texto, o autor vai dando pistas de qual seria a alternativa para uma educação não burocratizada. Ao citar Immanuel Kant em seus escritos, ele faz alusão a um de seus pensamentos acerca da aquisição do conhecimento. E essa aquisição se dá fora dos “grilhões" impostos pela universidade. O “ouse conhecer” kantiano, para o autor, só pode acontecer fora dos padrões institucionalizados pela academia. Pensar, apenas para reproduzir: é o que os modelos burocráticos vêm incutindo no alunado academicista. 
E, posta reflexão acerca da citação de Kant, a proposta do que vem a ser o “conhecer”, perpassa a concepção do acúmulo de assuntos aleatórios para a realização de exames, da necessidade de decorar para pontuar; e eleva esse conceito a uma conquista do conhecimento genuíno, advindo do uso do próprio entendimento, a ação de conceber o pensamento crítico sobre o conhecimento, e de fazê-lo com liberdade. Nesse ponto, cabe tratar da chamada pedagogia libertária proposta pelo autor, pois é através dela que o aluno alcança autonomia, a liberdade de crítica. Para isso acontecer, ele cita o modelo de autogestão pedagógica. Para Viana (2015): “Na autogestão não há o controle da atividade de um indivíduo por outro, como ocorre na alienação, e sim um controle do indivíduo por ele mesmo no interior de uma coletividade que se autogoverna.” Se caracteriza então, em um aprendizado fincado numa “motivação participativa” que se origina na total oposição a padronizada pedagogia burocrática instituída pelas universidades. 
Segundo Kant (1784): “Se eu tenho um livro que pensa por mim, um pastor que age como se fosse minha consciência, um físico que prescreve a minha dieta e assim sucessivamente, não tenho então necessidade de empenhar-me por conta própria”. Isso vem corroborar com o pensamento de Tragtenberg, na medida em que esse comportamento está sendo reforçado na academia nas relações professor-aluno, sem quaisquer incentivo a busca pelo processo libertário do entendimento. Nesse sentido a mediocridade acadêmica vem formando jovens para exercer cargos de responsabilidade pública, mas que assim não o sabem, por não ter vivido processos autônomos de tomada de decisão, nem experimentado o processo de pensar por si próprio. 
Para tanto, é preciso pensar em aplicar um modelo de pedagogia que foque em práticas libertadoras, solidárias, autônomas, coletivas e sociais. E para que seja efetiva, é necessário que se condene qualquer pensamento autoritário, intimidador e ditatorial.


Por: Márcia Mascarenhas
Docente: Gustavo Gonçalves


Ref. Bibliográfica:
A Delinquência Acadêmica
KANT. I, O que é esclarecimento?,1784.
VIANA. Nildo, Marxismo e Autogestão, ano 02, num. 03, jan./jun. 2015.
O que é o Esclarecimento - Autonomia em Kant: https://youtu.be/jgxQ1BNqSh4

terça-feira, 30 de abril de 2019

(PMCArtes) Poesia Andante

abril 30, 2019 2 Comments
"Eu ando pelo mundo
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!" 
Adriana Calcanhotto



Durante as últimas aulas do CC, tivemos orientações acerca da construção do trabalho final, e em votação, escolhemos a temática "diversidade" para a nortear os nossos projetos. A proposta precisava abarcar uma modalidade artística e dialogar com a matemática e as perspectivas computacionais.
 Surgiu então o projeto "Poesia Andante", que vem a ser uma paisagem litero-poética criada por mim, junto aos colegas Alisson , Alex e Fábio. O projeto reuniu 10 obras autorais (5 sonetos, 3 livres, 1 vídeopoesia e 1 cordel) compilados em um blog, e todos os links das construções poéticas foram transformados em QR code (“Quick Response code”). Esses QRs foram dispostos em cartazes e espalhados pelo corredor da universidade, onde, com auxílio de um celular com um aplicativo leitor, os colegas tiveram acesso aos poemas disponíveis para leitura. 


A experiência tem sido bastante inspiradora o que fica evidente ao dialogar com os colegas sobre a alegria de estar construindo, em conjunto, esse projeto. 
E a proposta não para por aqui. Além dos anseios da publicação de um E-book, o grupo pretende ampliar o projeto, pensando em chamadas para publicações no blog, onde a cada publicação, uma nova temática seja sugerida. Outra proposta que está sendo pensada é tornar o blog acessível para cegos, com áudio descrição. É um longo caminho. Mas não paramos e nem queremos parar.  

Vídeo de lançamento do projeto


EDIT: Tivemos ainda, a oportunidade de expor alguns de nossos textos andantes na feira do CC Universidade e Contexto Planetário, confira alguns registros:

     


Por: Márcia Mascarenhas
Professor: Joel Felipe

sábado, 20 de abril de 2019

(UCP) Visita a Aldeia Tukum

abril 20, 2019 4 Comments
“É Deus no Céu, o índio na terra. 
É Deus no Céu, o índio na Terra.
 Quero ver quem pode mais. 
É Deus, no céu”







Voltando à aldeia, após coleta de dados, a equipe do projeto: "Uso consciente e reaproveitamento da água na aldeia Tukum", referente ao componente curricular Universidade e Contexto Planetário foi dividida em estações de trabalho para crianças e adultos. A Estação de Trabalho cujo público alvo foram as crianças utilizou como estratégia a contação de história: ação lúdica usada para o despertar do imaginário. A contação de histórias desenvolve habilidades: desperta o interesse pela leitura, aguça a imaginação e desenvolve na criança uma formação cidadã: social e ambiental.
De nome “Contando histórias: Plantando as sementes das futuras gerações”, a oficina estava dividida em duas partes: Contação de histórias e produção de desenhos, que aconteceram após a história, se baseando no seguinte apontamento: “Levando em conta as histórias ouvidas, e a importância da água para as pessoas e para o mundo, desenhe o que você pode fazer para evitar o desperdício de água na sua comunidade.”.
Dentro dessa proposta, foram realizadas para as crianças a contação da história “De onde é que vem a água?” texto de minha autoria, livremente inspirado nas obras de Sepé Kuikuro e Peranko Panará, que retrata em cordel, dois contos indígenas dos povos Kuikuru e Panará, sobre a origem da água no mundo. As histórias foram contadas em espaço aberto, e após as histórias, as crianças se dirigiram a casa cedida por uma das aldeadas para criação de seus desenhos. A experiência de ver as crianças desenvolverem seus desenhos e relatar sobre o que as suas produções representavam para elas foi muito gratificante e única. Com traçados e sorrisos, os desenhos foram criados. Algumas crianças pediam para desenhar novamente, mostrando que em apenas uma folha de papel não comportava tanta criatividade imagética. Foi conversado também acerca da importância de se cuidar desse recurso natural tão importante e tão sagrado na vida de todos, onde algumas crianças mostraram tanta propriedade no assunto, que nos deixou com o coração cheio de sinestesias positivas.
A contação de história foi apresentada também para os adultos, onde, outras perspectivas, outros olhares e reações aconteceram.  A saída da aldeia, foi realizada com a sensação de continuidade, sensação de laços formados e amplitude do debate. O diálogo sobre seguirmos movimentando a proposta e elevá-la a um patamar mais avançado, com promoção de um seminário, só faz ampliar a justificativa de que o trabalho desenvolvido pelo grupo é necessário e vital para a fortificação de um pensamento voltado para as questões ambientais.





sexta-feira, 19 de abril de 2019

(PMCArtes) Qual é a música?

abril 19, 2019 0 Comments
"A educação musical é a parte principal da educação, porque o ritmo e a harmonia têm o grande poder de penetrar na alma e tocá-la fortemente, levando com eles a graça e cortejando-a, quando se foi bem-educado." 
 A república.


 Sou uma apaixonada por música. Não nego. Por conta disso, esse foi um dos módulos que mais me encantou. A possibilidade de experimentar matemática e, computacionalmente os sons e o fazer sonoro, foi incrível. A vibração que se desloca pelo ar, as relações aritméticas ao se mensurar os sons, a relação entre as escalas musicais e a fibonacci

Aprendemos que quando falamos em melodia, estamos falando da sucessão rítmica de sons musicais; harmonia como sendo a criação e combinação de acordes e os ritmos os agrupamentos dos valores de tempo durante o processo de execução de uma música. Para determinamos a unidade de medida da música usamos o tom. E para que esse tom se pronunciasse, começamos o processo de construção do Idiofone.





















Além do processo de construção física do som, estudamos sob uma perspectiva teórica da música. Construímos, em pautas, as notas musicais e entendemos o funcionamento de uma partitura musical. Por meio do musescore eu e Alisson Nogueira, construímos a partitura da música Frère Jacques. Foi fascinante fazer esse percurso musical com tanta consciência matemática, me fez admirar ainda mais a música e seus processos de criação.





Muito inspirada nessa pesquisa de origem do som, construí junto ao amigo e colega da UFSB, Anderson Santos, a proposta musical "Pausa para um som" para o componente "Modos de Escuta e Criação Sonora" e a ideia desse projeto nasceu durante o processo de construção do idiofone.


Por: Márcia Mascarenhas
Professor: Joel Felipe


segunda-feira, 8 de abril de 2019

(UCP) Demain: sonho ou realidade?

abril 08, 2019 0 Comments

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O filme “Demain” retrata como um grupo de amigos ligados à indústria cinematográfica se reuniu na construção de um projeto com a finalidade de registrar histórias de pessoas que atuam em busca de avanços sociais, ambientais e econômicas para o mundo.  Cada grupo, com seus desejos, seus anseios de uma melhoria nas condições de vida e de forma positiva, o filme aborda ações proativas para o bem viver local. Dentro dessas ações, a obra apresenta uma horta urbana que transformou a paisagem abandonada de um bairro na cidade de Detroit, e que vem alimentando mais mil famílias. Com a horta, seus idealizadores possuem a ousada ambição de promover a cidade ao patamar da independência alimentar, onde as frutas e legumes sejam fruto majoritariamente da produção local.  Outras ações norteiam o decorrer do vídeo: Pessoas que dedicam suas vidas para o cultivo nos moldes do sistema agroflorestal, grupos que revitalizaram suas cidades com mais verde.
Seguindo a trilha da proposta do filme, pensando em ações propositivas e positivas na região do Sul da Bahia, a Rede Povos da Mata desempenha um papel basilar no cultivo orgânico por meio da Agroecologia, promovendo desenvolvimento com sustentabilidade. Além de oferecer melhores condições de vida para seus produtores, a rede oferece uma relação direta entre o consumidor e o produto, através dos chamados circuitos curtos de comercialização. Esse circuito, além de encurtar a distancia consumidor-produto, dá acesso ao percurso feito pelo produto. Outra ação de caráter econômico – solidário que tem ganhado destaque na região é a criação do SELS - Sistema Econômico Local de Serra Grande. Criado em 2017, o sistema atua de forma “eco solidária”, facilitando trocas de bens e serviços. O dinheiro social NIBS(NB$) vem melhorando a qualidade de vida e promovendo trocas que fortificam os princípios do sistema: “solidariedade e apoio mútuo, equilíbrio econômico e a busca por uma economia sustentável com o planeta, a comunidade”.  Tanto a Rede com o SELS, são projetos ainda muito jovens, mas ambas as propostas são bastante inovadoras em suas áreas de atuação. Cada uma com seus erros e acertos, partindo de sentimentos genuínos de mudança: seja no plantio, seja no prato dos consumidores ou na melhoria econômica da cidade. O que importa sempre é fazer com que aquele “primeiro esboço” saia do papel e se torne um projeto em execução, os enfrentamentos e as barreiras então, irão existir para que os projetos em prática se fortaleçam.  

sábado, 16 de março de 2019

(PMCArtes) LOGOMARCA

março 16, 2019 0 Comments

Resultado final Logomarca
Discente: Márcia  Gabrielle Brito Mascarenhas
  Cliente:  Blog IPOLÍTICA



Interesses do Cliente: Nova marca exclusiva que foque nas iniciais do blog (I e P).

A proposta inicial foi desenhar a logomarca em torno da figura da ampulheta, sinalizando fluxo, movimento continuo, fazendo referencia a letra “I” da nomenclatura do blog.  Depois, foi sugerido a construção de uma imagem onde a letra “I” e a letra “P” fossem uma só. Para ideia de cores, foi pensado no branco (implicando em justiça e imparcialidade, neutralidade e independência) e vermelho (significando energia e ação).

Pensando na proporção áurea, a logo se encontra dentro da espiral, e a proposta da letra P também foi executada em cima do conceito da espiral.




Teste da logomarca

Construir uma logo foi um desafio pra mim. Aliar as propostas de construção com as sugestões da aula, pensando nos estudos das cores, do encaixe com a espiral e com uma proposta sólida para a marca foi uma provocação e tanto. Passei horas debruçada no Inkscape, um dos programas sugeridos para a construção da logo. Usei também outros programas mais simples que me ajudaram a chegar ao projeto final da marca. Foi um caminho e tanto, da construção até o produto final, foram aparecendo algumas ideias e outras, tive que ir me abstendo. No fim, eu realmente gostei do produto final, depois de tantos reinícios.




Por: Márcia Mascarenhas
Professor: Joel Felipe


sexta-feira, 15 de março de 2019

(UCP) Cotidiano

março 15, 2019 0 Comments

"Todo dia eu só penso em poder parar, meio-dia eu só penso em dizer não. 
Depois penso na vida pra levar e me calo com a boca de feijão" Chico Buarque


Leitura crítica "A riqueza de poucos beneficia todos nós?" 

O texto leva o leitor a uma reflexão acerca das desigualdades existentes no mundo, destacando na escrita, a onda crescente desse processo ao longo dos anos. O autor sinaliza no texto que a condição econômica das pessoas, vista sobre um panorama geral, não tem se alterado, quando ele afirma, na seguinte citação: “pessoas que são ricas estão ficando mais ricas apenas porque já são ricas. Pessoas que são pobres estão ficando mais pobres apenas porque já são pobres.” Por esse prisma, com a crescente desigualdade, crescem também as “patologias sociais”, considerando que, em uma sociedade, todas as ações se conectam. Essas desigualdades vêm trazendo efeitos negativos no desenvolvimento econômico e na qualidade de vida da população.
Resultado de imagem para cotidiano
Tomando como base um recorte na cidade de Itabuna, pode-se inferir que as projeções das desigualdades no mundo, são refletidas nas particularidades também. Uma reportagem de jornal, publicada no dia 18 de fevereiro no blog IPOLITICA, faz um recorte do trabalho desenvolvido por estudantes baianos acerca dos índices de pobreza na cidade, intitulado: “Medindo a pobreza multidimensional em Itabuna: uma análise espacial.”, que leva a seguinte reflexão: “Os cinco bairros mais ricos de Itabuna têm renda pessoal de 74,5% do total da cidade, segundo dados dos setores censitários do Censo de 2010. O levantamento mostra que os 35 bairros de menor renda de Itabuna juntos somam o mesmo percentual obtido pelos 5 bairros mais ricos. Dessa forma, pode se afirmar que apenas 5,35% da população se apropria de 37,4% da renda pessoal total da cidade.” Essa desigualdade abordada no texto de Bauman se reflete no cotidiano do povo da cidade de Itabuna, o que gera uma crescente onda de consequências ao estado de Bem estar do povo. Cria-se um ciclo, onde os jovens: cada vez mais jovens, precisam ingressar no ambiente de trabalho, ocasionando assim a mão de obra infantil, o que, em decorrência disso, acarreta a crescente evasão escolar, refletindo na falta de uma profissionalização decente e acarretando num processo de exploração do trabalhador ou na crescente do desemprego. Isso demonstra o quanto à questão da desigualdade econômica interfere na qualidade de vida e na desigualdade social, o que aponta para um desenvolvimento econômico pautado em subempregos, exploração e sem qualquer bem estar para a classe mais pobre. Para Milton Santos: “O homem deixa de ser o centro do mundo e dá lugar ao dinheiro”. Perde-se, nessa desigualdade econômica massiva, alguns aspectos da humanidade, nessa busca desenfreada pelo “ter”, o dinheiro deturpa conceitos como o de igualdade e solidariedade. O espaço social que se nasce vem determinando as oportunidades do homem. O futuro de uma pessoa já está determinado pelo status social de sua família. Foi constatado isso em 1979, por meio de um estudo na Universidade Carnegie, e é empiricamente comprovado hoje. A “falsa meritocracia” estabelecida pela sociedade, que grita que todos têm direitos iguais na disputa por ocupação de espaço, coloca nessa disputa, um jovem que estuda a noite, pois precisa trabalhar para prover a família, e um rapaz que tem acesso a uma escola de qualidade e que não precisa se preocupar com as contas para pagar. Como colocar esses dois jovens em disputas equiparadas?

Autoria: Márcia Gabrielle Brito Mascarenhas 
Professor: Gustavo Bicalho

Referência:
"Medindo a pobreza multidimensional em Itabuna" Ricardo Candêia, Eli Izidro e Ícaro Célio. Bahia anál. dados, n 2, vol 28. p196-223
"A riqueza de poucos beneficia todos nós?" - BAUMAN, Zygmunt. Cap.1 (pg. 15-28)






quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

(PMCArtes) Platão, cores e combinações

fevereiro 27, 2019 0 Comments

No QUARTO ENCONTRO, me veio à reflexão acerca
do quanto Platão foi essencial para a construção do conhecimento. Hoje um dos pensadores mais estudados no mundo, o homem era filósofo, matemático; esteve discípulo de Sócrates e pôde nos facilitar o acesso à seu mestre. 
Os poliedros de Platão são fruto de seu estudo sobre o universo. Esses poliedros se dispõem em cinco: Tetraedro, Hexaedro, Icosaedro, Octaedro e Dodecaedro.  
A aula foi voltada, inicialmente para um trabalho prático; com a construção, por meio de canudos, dos sólidos. Em grupo: Eu, Alex e Antônio, nos embrenhamos a desenvolver o hexaedro, que após uma pesquisa prévia,  descobri que Platão fez associação desse sólido com o elemento da terra, por ser um sólido com todas as faces quadradas e  garantir estabilidade. 
Concluídos os poliedros, embarcamos na jornada para o processo de construção da nossa logomarca, focando no estudo das cores: o poder que as cores tem sobre nossos sentidos e como elas tem sido utilizadas pela industria para nos influenciar, as relações das cores com os sentimentos transmitidos e como usar as cores para favorecer nossas logomarcas e chamar o público para o produto vendido. 
E lá vamos nós, tendo ciência da importância das cores, agora é continuar com a mão na massa para a construção da logomarca.




















Por: Márcia Mascarenhas
Professor: Joel Felipe

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

(Campo da Educação) PEDAGOGOS, MESTRES-ESCOLA E SOFISTAS

agosto 30, 2018 0 Comments






O texto faz referência ao processo educacional existente na Grécia Antiga: a chamada Paidéia, e mostra historicamente como esse processo surgiu, independente da existência dos modelos convencionais de ensino; até o surgimento dos primeiros espaços escolares. Segundo Brandão(1989): “A primeira educação que houve em Atenas e Esparta foi praticada entre todos, os exercícios coletivos da vida, em todos os cantos onde as pessoas conviviam na comunidade.”. Essa educação se originava pelas relações que eram estabelecidas entre a coletividade, por meio de socialização do conhecimento, ou as chamadas “trocas interpessoais”, que para os gregos era a principal forma de transferência de saber: “O que se ensina e aprende entre os primeiros pastores, (...) envolve o saber da agricultura e do pastoreio, do artesanato de subsistência cotidiana e da arte. Tudo isso misturado, sem muitos mistérios, com os princípios de honra, de solidariedade e, mais do que tudo, de fidelidade à polis, a cidade grega onde começa e acaba a vida do cidadão livre e educado.” (BRANDÃO, 1989).
Brandão afirma que a educação grega era dupla, e se dividia entre o saber da técnica, intitulada TECNE, saber bastante prático, passado pelo convívio; e o saber teorético, que é o saber instrutivo para a formação do cidadão, em busca do “homem livre”. Enquanto os escravos passavam suas vidas dedicados ao fazer: a aprender o ofício e executar, as crianças da nobreza aos 7 anos tinham acesso a um mestre-escola, que acompanhava seu desenvolvimento e formava esse jovem para a polis. O objetivo sempre foi o de melhorar a polis tendo a única ferramenta em suas mãos: a arte do pensar. Mantinham nobres, homens livres em um ideal não apenas teórico, porém escravos e trabalhadores quase não contribuíam para melhorar a polis, ainda que dominassem em algum momento uma teoria válida, ficando distante do verdadeiro desenvolvimento cultural: a transformação coletiva do ser educado.

Ele afirma ainda em seu livro, que o saber era ensinado de acordo com preceitos que envolviam os princípios de honra e solidariedade, o que mais adiante ele vai salientar que eram os preceitos do chamado “homem educado”. Não havia nada para os gregos que fosse mais essencial que essa transformação. Para o autor, o “homem educado” era visto pelos gregos como uma obra de arte.
Surgem escolas particulares para moldar essa “obra de arte” que é o homem grego. Surgem pensadores que discutem sobre o formato dessa escola. O ensino se torna uma competência do Estado. Surgem divergências entre formas de ensino, mas o que não surge em meio a todo esse processo de criação de formatos de ensino é o ato de ouvir o que a criança quer para si, o que ela pretende ser para a vida. O conceito de viver para e pela polis, tornou o homem moldado para ser o que a polis quer que esse homem seja, sem se importar com os anseios e vontades desse jovem. Segundo Brandão essa “é uma educação contra a criança, que não leva em conta o que ela é, mas olha para o modelo do que pode ser, e que anseia torná-la depressa o jovem perfeito (o guerreiro, o atleta, o artista de seu próprio corpo-e-mente) e o adulto educado (o cidadão político a serviço da polis).”
Apesar de todos esses questionamentos acerca das defeituosidades do desenvolvimento da formação educacional da polis grega, pode-se finalizar, lembrando que, assim como na origem da educação grega, a educação existe em todo lugar, e segundo Brandão(1989): “é o resultado da ação de todo o meio sociocultural sobre os seus participantes. É o exercício de viver e conviver o que educa. E a escola de qualquer tipo é apenas um lugar e um momento provisórios onde isto pode acontecer.”  

Diante disso, cabe o seguinte questionamento: Nosso atual modelo de educação está pautado em um sistema que permite o jovem escolher para onde seguir, ou somos moldados a seguir um caminho predeterminado?

Autoria: Márcia Mascarenhas
Professor: Gustavo Bicalho

terça-feira, 28 de agosto de 2018

(Matemática e espaço) Areia Ancestral

agosto 28, 2018 0 Comments




Texto Baseado no Artigo: Areia Ancestral
O artigo de Rogério Ferreira inicia contando um pouco do histórico desse povo que costuma contar histórias nas areias. Os sona, como são chamados os desenhos, são advindos de povos do leste Angolano. Ele ressalta que são saberes que eram usados como forma de organização e transmissão de seus conhecimentos. Conhecimentos esses que, juntamente com o tráfico de escravos veio para o Brasil e que fazem parte da construção cultural do país. A respeito disso, o autor lança a problematização sobre a não utilização dessas questões no currículo brasileiro, citando a lei que estabelece o estudo da cultura afro-brasileira e indígena, nas escolas de ensino fundamental e médio. Depois disso o autor sugere que a única forma de superar todos esses enfrentamentos da educação é retirar a “estáticidade” dos currículos. Ele precisa ser prático, problematizador.
O autor parte então para o processo de construção dos sona, explicando que seja onde for elaborado o desenho, primeiro se cria a chamada rede de pontos. Essa rede pode ser de vários tamanhos. Os traçados vão se basear nessa rede para ser desenhado. Em torno dessa rede será desenhado um retângulo, chamada de caixa espelhada, onde fios vão sendo construídos e os traçados refletidos. Cada rede possui uma quantidade especifica de fios. A quantidade de fios será determinada pela quantidade de pontos que terá a rede, extraindo da rede o máximo divisor comum, ou seja, o maior número que possa dividir os pontos rede. Digamos que a rede seja 4x2, o MDC dessa rede será 2, pois se trata do maior número que pode dividir os pontos dessa rede. Outra forma de saber a quantidade de fios que uma rede possui é buscar a maior malha quadrada que decompõe a redes de pontos. Outros desses desenhos, os irregulares, são feitos mediante o uso de pequenos espelhos colocados entre a rede de fios. Isso faz com que alguns fios não se toquem durante a confecção da lusona.
Antes de finalizar o texto, o autor ressalta que os sona são muito mais que esses os exemplos ilustrados no artigo, ressaltando que esses desenhos fazem parte da tradição desses povos e que muitos desses desenhos envolvem uma mistura de técnica e características livres. Mestres dessa cultura dedicam suas vidas pela continuidade desses conhecimentos, levando aos jovens de seu povo os princípios da técnica até as características mais avançadas de execução do traçado. O autor finaliza o texto, frisando a importância que existe nessas tradição e como os sona podem ser utilizados pelo professor em sala de aula,  se referindo a lusona como portadora de conteúdo artístico, educativo e filosófico.  O autor deixa claro que todos esses desenhos são representações da tradição desses povos que podem ser utilizados como recurso didático como forma prática de interpretação desse trabalho. Os desenhos desses povos são feitos a mão livre, trabalho que comprova o traquejo que esse povo possui na construção da lusona.
Os sona são parte constituinte de uma tradição de uma cultura a ser preservada. Contam histórias e saberes de seus povos, crenças, lendas e vivências.
Por: Márcia Mascarenhas
Professor: Júlia Gouvea

quarta-feira, 4 de julho de 2018

(ES) Ano de renascimento

julho 04, 2018 0 Comments

Autoria: Márcia Gabrielle Brito Mascarenhas
CC: Experiências do sensível




Foi em 2011. Mudei-me para a cidade de Ilhéus, mais precisamente para o bairro Salobrinho. Precisava de um lugar calmo, tranquilo, um lugar de acolhimento. E encontrei muito mais. Encontrei grandes amigos, encontrei paz e o mais importante: conexão com a terra. Quando cheguei a casa em que moro, meu quintal era cimentado, um grande quintal cimentado. Aquilo me inquietou. Mas no meio daquela “cimentadura” toda, havia uma fresta de terra, e foi ali que fiz morada. Peguei umas sementes de tomate e coloquei na terra. Ouvia coisas do tipo: Isso não vai funcionar! Onde já se viu nascer uma planta no meio de tanto cimento? A terra está desgastada! Mas eu sempre acredito que a terra é nossa amiga, e a força que tem nela, é equivalente a força que nós temos para que ela vença. O pé de tomate deu seu pequeno broto, e foi crescendo, mas cresceu tanto, que tinha tomate para dar e vender. Partilhamos tomate com nossos vizinhos, com familiares, com amigos, com desconhecidos. Todos queriam ver aquele pé de tomate que brotou no cimento. As pessoas não acreditavam. Era lindo. Era pouco pra mim. Queria um quintal de verdade, igual aqueles de filmes, como um grande jardim. Decidimos ir arrancando alguns pedaços de cimento, através daquela abertura estreita que tinha se brotado o tomate. Algumas sementes de abóbora foram plantadas, e cabe aqui frisar que esse pé de abóbora foi extremamente peculiar, ele só dava abóbora de cinco em cinco, não adiantava pedir mais, quando tirávamos as cinco aboboras, outras cinco começavam a crescer. Plantamos algumas sementes de couve, depois plantamos cana de macaco, alecrim. Depois veio nosso grande feito. Até hoje a explicação para isso é confusa, uns dizem que foi coisa de passarinho, mas eu acredito que a terra dá o que a gente precisa. Plantamos um pé de romã em nossa casa, e por vezes íamos conferir, até que o tronco foi crescendo e as folhas foram surgindo, então quando vieram os frutos, surgiu uma linda goiabeira. Brotaram sorrisos. A goiabeira foi incrível em nossa vida. Foi fundamental. Mais uma vez aconteceram muitas partilhas, muitas trocas, muitos saberes. Plantamos cebolinha, manjericão, rúcula, hortelã grosso, miúdo, rosas. Quando pensávamos que não havia mais nada de peculiar para acontecer ao nosso plantio, eis que plantamos milho, eles começaram a crescer, e conforme cresciam, era estranho notar que a espiga ao invés de sair no caule, saia no pendão. Plantamos muito. Mas o mais importante para mim dessa terra, desse processo de plantio foi a colheita. Colhi em mim o amor pelo plantio, o cuidado com as plantas, o diálogo com elas e a certeza de retorno. Colhi visitas de lindas borboletas, passarinhos cantantes e lagartixas amorosas. Aprendi que a delicadeza existe em mim, eu que tantas vezes pesada com as mãos, aprendi a manusear a terra, aprendi a acordar com essas crianças sorridentes que tantas vezes encheram minha casa com cheiros e sabores, minha cozinha com misturas e temperos, mas o melhor tempero mesmo é o que a terra dá.