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sábado, 4 de maio de 2019

(CArtes:Saberes e Práticas) Entrevista Rildo FOGE

maio 04, 2019 4 Comments


Baseado na proposta do componente, a equipe ficou responsável em escolher uma das temáticas norteadoras das aulas, escolher um artista que representasse a área temática e contar um pouco sobre sua história na arte. Nossa equipe de trabalho escolheu, baseado na temática ARTE URBANA, ministrada pela professora Alessandra Simões: o artista Rildo Foge. Figura  de grande importância no cenário artístico da cidade de Ilhéus- Ba, vem criando seu nome nos muros desse mundo, pintando em Salvador, Itacaré e tem trabalhos na cidade de Santo Antão, no Cabo Verde. 
Rildo falou um pouco sobre seu percurso na arte urbana, suas inspirações e como a arte está inserida em sua vida. Confira agora, um pouco do que foi essa entrevista com a equipe de trabalho do CC Campo das Artes: Saberes e Práticas:



Agradecimento: RILDO FOGE

Equipe de trabalho
MÁRCIA GABRIELLE BRITO MASCARENHAS
MAURICIO LIMA GUEDES

 Docente: Célia Regina

quinta-feira, 2 de maio de 2019

(UCP) Mauricio Tragtenberg e a delinquência acadêmica

maio 02, 2019 0 Comments

Mauricio Tragtenberg






Na obra, Mauricio Tragtenberg faz uma analise acerca do que vem sendo ao longo dos anos, o modelo implantado pelas universidades: não representa o social, ou seja, é elitizado; estabelece papéis de submissão na relação professor-aluno, possui um caráter classista e que, por meio de décadas vem reproduzindo uma ideologia dominante. Essa ideologia coloca o aluno em ato de subordinação, atuando apenas como aquele a receber o conhecimento e injetá-lo. Esse servilismo é considerado pelo autor como sendo um modelo de “burocracia pedagógica”, que vem moldando os estudantes para a busca do êxito e a aprovação, por meio do chamado “sistema de exames”.  É nesse sistema que os alunos vivem em função, pois dele depende a futura titulação. Isso leva, ao tema foco do texto, que é a chamada “delinquência acadêmica”: a procura descomedida por publicações, pontuações e pelo acumulo de títulos acadêmicos. 
Fazendo uma relação com a visão Kantiana, acerca dessa burocrática formação do alunado, pode-se dizer que esses jovens, vivem num processo de alternância de tutela, onde não mais tutelados pelos pais, estão sendo constantemente supervisionados acerca do que pensam, fazem e suas pretensões, pela comunidade que gere a academia.  Toda essa gama de tutoria no percurso acadêmico desse alunado acarretará na constante reprodução de conhecimento: sem um “movimento livre”, não pensarão por si próprios, o que vem a ferir a autonomia. 

No decorrer do texto, o autor vai dando pistas de qual seria a alternativa para uma educação não burocratizada. Ao citar Immanuel Kant em seus escritos, ele faz alusão a um de seus pensamentos acerca da aquisição do conhecimento. E essa aquisição se dá fora dos “grilhões" impostos pela universidade. O “ouse conhecer” kantiano, para o autor, só pode acontecer fora dos padrões institucionalizados pela academia. Pensar, apenas para reproduzir: é o que os modelos burocráticos vêm incutindo no alunado academicista. 
E, posta reflexão acerca da citação de Kant, a proposta do que vem a ser o “conhecer”, perpassa a concepção do acúmulo de assuntos aleatórios para a realização de exames, da necessidade de decorar para pontuar; e eleva esse conceito a uma conquista do conhecimento genuíno, advindo do uso do próprio entendimento, a ação de conceber o pensamento crítico sobre o conhecimento, e de fazê-lo com liberdade. Nesse ponto, cabe tratar da chamada pedagogia libertária proposta pelo autor, pois é através dela que o aluno alcança autonomia, a liberdade de crítica. Para isso acontecer, ele cita o modelo de autogestão pedagógica. Para Viana (2015): “Na autogestão não há o controle da atividade de um indivíduo por outro, como ocorre na alienação, e sim um controle do indivíduo por ele mesmo no interior de uma coletividade que se autogoverna.” Se caracteriza então, em um aprendizado fincado numa “motivação participativa” que se origina na total oposição a padronizada pedagogia burocrática instituída pelas universidades. 
Segundo Kant (1784): “Se eu tenho um livro que pensa por mim, um pastor que age como se fosse minha consciência, um físico que prescreve a minha dieta e assim sucessivamente, não tenho então necessidade de empenhar-me por conta própria”. Isso vem corroborar com o pensamento de Tragtenberg, na medida em que esse comportamento está sendo reforçado na academia nas relações professor-aluno, sem quaisquer incentivo a busca pelo processo libertário do entendimento. Nesse sentido a mediocridade acadêmica vem formando jovens para exercer cargos de responsabilidade pública, mas que assim não o sabem, por não ter vivido processos autônomos de tomada de decisão, nem experimentado o processo de pensar por si próprio. 
Para tanto, é preciso pensar em aplicar um modelo de pedagogia que foque em práticas libertadoras, solidárias, autônomas, coletivas e sociais. E para que seja efetiva, é necessário que se condene qualquer pensamento autoritário, intimidador e ditatorial.


Por: Márcia Mascarenhas
Docente: Gustavo Gonçalves


Ref. Bibliográfica:
A Delinquência Acadêmica
KANT. I, O que é esclarecimento?,1784.
VIANA. Nildo, Marxismo e Autogestão, ano 02, num. 03, jan./jun. 2015.
O que é o Esclarecimento - Autonomia em Kant: https://youtu.be/jgxQ1BNqSh4

domingo, 7 de abril de 2019

(MECS) Diário Sonoro - VOZES

abril 07, 2019 0 Comments
Pensar em criar um diário sonoro com as vozes das pessoas é um tanto quanto complicado. Ao construir meu diário, pensei em filtrar as vozes gravando mulheres que ao meu redor sonham, pensam e agem por um mundo melhor. Então, criei meu diário tentando ouvir, muito mais que somente a voz, mas também o que foi dito. Comecei os diálogos perguntando sobre comida e seus gostos. Afinal, falar sobre comida é ótimo!! Depois perguntei a elas: "O que você acredita que mudaria o mundo?". 

Segue abaixo, diário sonoro e respostas inspiradoras:

No primeiro áudio, consigo perceber uma voz um pouco metalizada, sua risada é aguda, mas a voz não tanto. Ela é mais veloz na sua fala.




No segundo áudio, a voz parece ter uma pegada mais infantil. Me remete à memória, a voz de uma criança. Suave e não tão aguda quanto a primeira voz.



Acredito que, dos três áudios, é a voz mais grave, com algumas leves pontuadas no agudo. Risada aguda. Em alguns momentos sua voz é veloz, em outros sua voz soa como mais contemplativa.


Por: Márcia Mascarenhas
Professor: Daniel Puig

sexta-feira, 15 de março de 2019

(UCP) Cotidiano

março 15, 2019 0 Comments

"Todo dia eu só penso em poder parar, meio-dia eu só penso em dizer não. 
Depois penso na vida pra levar e me calo com a boca de feijão" Chico Buarque


Leitura crítica "A riqueza de poucos beneficia todos nós?" 

O texto leva o leitor a uma reflexão acerca das desigualdades existentes no mundo, destacando na escrita, a onda crescente desse processo ao longo dos anos. O autor sinaliza no texto que a condição econômica das pessoas, vista sobre um panorama geral, não tem se alterado, quando ele afirma, na seguinte citação: “pessoas que são ricas estão ficando mais ricas apenas porque já são ricas. Pessoas que são pobres estão ficando mais pobres apenas porque já são pobres.” Por esse prisma, com a crescente desigualdade, crescem também as “patologias sociais”, considerando que, em uma sociedade, todas as ações se conectam. Essas desigualdades vêm trazendo efeitos negativos no desenvolvimento econômico e na qualidade de vida da população.
Resultado de imagem para cotidiano
Tomando como base um recorte na cidade de Itabuna, pode-se inferir que as projeções das desigualdades no mundo, são refletidas nas particularidades também. Uma reportagem de jornal, publicada no dia 18 de fevereiro no blog IPOLITICA, faz um recorte do trabalho desenvolvido por estudantes baianos acerca dos índices de pobreza na cidade, intitulado: “Medindo a pobreza multidimensional em Itabuna: uma análise espacial.”, que leva a seguinte reflexão: “Os cinco bairros mais ricos de Itabuna têm renda pessoal de 74,5% do total da cidade, segundo dados dos setores censitários do Censo de 2010. O levantamento mostra que os 35 bairros de menor renda de Itabuna juntos somam o mesmo percentual obtido pelos 5 bairros mais ricos. Dessa forma, pode se afirmar que apenas 5,35% da população se apropria de 37,4% da renda pessoal total da cidade.” Essa desigualdade abordada no texto de Bauman se reflete no cotidiano do povo da cidade de Itabuna, o que gera uma crescente onda de consequências ao estado de Bem estar do povo. Cria-se um ciclo, onde os jovens: cada vez mais jovens, precisam ingressar no ambiente de trabalho, ocasionando assim a mão de obra infantil, o que, em decorrência disso, acarreta a crescente evasão escolar, refletindo na falta de uma profissionalização decente e acarretando num processo de exploração do trabalhador ou na crescente do desemprego. Isso demonstra o quanto à questão da desigualdade econômica interfere na qualidade de vida e na desigualdade social, o que aponta para um desenvolvimento econômico pautado em subempregos, exploração e sem qualquer bem estar para a classe mais pobre. Para Milton Santos: “O homem deixa de ser o centro do mundo e dá lugar ao dinheiro”. Perde-se, nessa desigualdade econômica massiva, alguns aspectos da humanidade, nessa busca desenfreada pelo “ter”, o dinheiro deturpa conceitos como o de igualdade e solidariedade. O espaço social que se nasce vem determinando as oportunidades do homem. O futuro de uma pessoa já está determinado pelo status social de sua família. Foi constatado isso em 1979, por meio de um estudo na Universidade Carnegie, e é empiricamente comprovado hoje. A “falsa meritocracia” estabelecida pela sociedade, que grita que todos têm direitos iguais na disputa por ocupação de espaço, coloca nessa disputa, um jovem que estuda a noite, pois precisa trabalhar para prover a família, e um rapaz que tem acesso a uma escola de qualidade e que não precisa se preocupar com as contas para pagar. Como colocar esses dois jovens em disputas equiparadas?

Autoria: Márcia Gabrielle Brito Mascarenhas 
Professor: Gustavo Bicalho

Referência:
"Medindo a pobreza multidimensional em Itabuna" Ricardo Candêia, Eli Izidro e Ícaro Célio. Bahia anál. dados, n 2, vol 28. p196-223
"A riqueza de poucos beneficia todos nós?" - BAUMAN, Zygmunt. Cap.1 (pg. 15-28)






sábado, 20 de outubro de 2018

(Matemática e Cotidiano) Reflexões

outubro 20, 2018 1 Comments


Para se refletir acerca da matemática e sua relação com o cotidiano, antes de tudo é preciso ser feito o seguinte questionamento: O que é cotidiano? Segundo o Dicionário Aurélio, a palavra cotidiano significa “Conjunto das ações praticadas todos os dias e que constituem uma rotina”. Pensando nesse seguinte conceito, refletir essa relação fica mais fácil. Quando no dia-a-dia se faz uso de quaisquer atividades, muito dificilmente se faz associação das mesmas, com a matemática. Porém, o vídeo nos faz, então, refletir como a matemática está sempre inserida nas ações diárias do homem e, como ela, nos mais diferentes lugares do mundo, ajudou a construir (ou destruir) e contar inúmeras coisas. Além de como, através do tempo, a matemática vem evoluindo para se ajustar as ações cotidianas e ajudar ao homem  entender e enfrentar os problemas diários.




Márcia Mascarenhas   


Professora: Júlia Gouvea

domingo, 29 de julho de 2018

(ES) Diário Sonoro

julho 29, 2018 0 Comments

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Autoria: Márcia Gabrielle Brito Mascarenhas
CC: Experiências do sensível

09:20
Vassoura passeando pelo espaço. Pássaros cantando. Cachorros latindo. Portão abrindo ao longe.
 Mais pássaros. Mais vassouras. Barulho de objetos sendo empurrados. Barulho do celular vibrando com uma nova mensagem. Som do vento.

10:20
Pessoas conversando na rua, barulho de batidas. Latido. Pessoas vendendo coisas na rua, pássaros. Ouve-se um: “bom dia, minha amiga...hoje?”. Batidas de palmas. Pessoas gritando: “ô da casa!!” Pássaros. Criança chorando. Mais pessoas falando.

11:20
Pássaros. Pessoas falando ao longe. Vibração do celular. Barulho de moto. Mais vibração. Pássaros compõem os diálogos entre as pessoas. Mulher grita: Diego!! Passos de pessoas pela rua.

12:20
Sons estranhos. Diego continua a ser chamado. Passos sobre folhas. Vibração do celular. Pássaros e sons do vento.

13:20
Barulho de ferro caindo. Pessoas conversando ao longe. Sons leves de ferro. Uma mãe adverte uma criança. A criança chora. Mais sons de ferros se chocando com o chão. Mais pessoas conversam.

14:20
Espirro. Pássaros. Sons do vento. Música ao longe. Batidas. Mais pássaros. Conversas ao longe.