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terça-feira, 30 de abril de 2019

(PMCArtes) Poesia Andante

abril 30, 2019 2 Comments
"Eu ando pelo mundo
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!" 
Adriana Calcanhotto



Durante as últimas aulas do CC, tivemos orientações acerca da construção do trabalho final, e em votação, escolhemos a temática "diversidade" para a nortear os nossos projetos. A proposta precisava abarcar uma modalidade artística e dialogar com a matemática e as perspectivas computacionais.
 Surgiu então o projeto "Poesia Andante", que vem a ser uma paisagem litero-poética criada por mim, junto aos colegas Alisson , Alex e Fábio. O projeto reuniu 10 obras autorais (5 sonetos, 3 livres, 1 vídeopoesia e 1 cordel) compilados em um blog, e todos os links das construções poéticas foram transformados em QR code (“Quick Response code”). Esses QRs foram dispostos em cartazes e espalhados pelo corredor da universidade, onde, com auxílio de um celular com um aplicativo leitor, os colegas tiveram acesso aos poemas disponíveis para leitura. 


A experiência tem sido bastante inspiradora o que fica evidente ao dialogar com os colegas sobre a alegria de estar construindo, em conjunto, esse projeto. 
E a proposta não para por aqui. Além dos anseios da publicação de um E-book, o grupo pretende ampliar o projeto, pensando em chamadas para publicações no blog, onde a cada publicação, uma nova temática seja sugerida. Outra proposta que está sendo pensada é tornar o blog acessível para cegos, com áudio descrição. É um longo caminho. Mas não paramos e nem queremos parar.  

Vídeo de lançamento do projeto


EDIT: Tivemos ainda, a oportunidade de expor alguns de nossos textos andantes na feira do CC Universidade e Contexto Planetário, confira alguns registros:

     


Por: Márcia Mascarenhas
Professor: Joel Felipe

domingo, 21 de abril de 2019

(MECS) Diário Sonoro: Pássaros no quintal

abril 21, 2019 0 Comments

"Quero que fique. 
Quero que finque 
tuas raízes no quintal."

Philip Long

Fiz esse diário sonoro muito inspirada na música "Raízes no quintal" do Philip Long. Os sabores que se misturam em meu quintal também foram fonte de inspiração. 
Gravei algumas horas de amanhecer do meu quintal, e acabei fazendo uma captura dos melhores momentos de passaredos que me encantaram. Claro que o gravador do celular é incapaz de registrar a magnitude que é amanhecer com esse som ao vivo e ser despertada com ninhadas ao agudo mais doce do mundo! 
Ouça meu compilado do que foi meu diário de passarada:

Que desperte boas memórias



Ouvir a passarada é me conectar a uma infância que não tive e que pude experimentar quando adulta. Meu processo de conexão, embora sempre forte, nunca foi tão intenso com os frutos que a natureza dá, quanto é agora. Aprendi, a além de amar, me conectar com o natural, e a admirar a presença deles com muito mais encanto. A experiência matinal de troca é muito mais presente em minha vida, e esses sons são repletos de significados, para a minha formação espiritual. Percebi que não há conexão mais intensa que a do ser humano com a natureza. Nada mais divino e nada mais poético.

Docente: Daniel Puig



sábado, 20 de abril de 2019

(UCP) Visita a Aldeia Tukum

abril 20, 2019 4 Comments
“É Deus no Céu, o índio na terra. 
É Deus no Céu, o índio na Terra.
 Quero ver quem pode mais. 
É Deus, no céu”







Voltando à aldeia, após coleta de dados, a equipe do projeto: "Uso consciente e reaproveitamento da água na aldeia Tukum", referente ao componente curricular Universidade e Contexto Planetário foi dividida em estações de trabalho para crianças e adultos. A Estação de Trabalho cujo público alvo foram as crianças utilizou como estratégia a contação de história: ação lúdica usada para o despertar do imaginário. A contação de histórias desenvolve habilidades: desperta o interesse pela leitura, aguça a imaginação e desenvolve na criança uma formação cidadã: social e ambiental.
De nome “Contando histórias: Plantando as sementes das futuras gerações”, a oficina estava dividida em duas partes: Contação de histórias e produção de desenhos, que aconteceram após a história, se baseando no seguinte apontamento: “Levando em conta as histórias ouvidas, e a importância da água para as pessoas e para o mundo, desenhe o que você pode fazer para evitar o desperdício de água na sua comunidade.”.
Dentro dessa proposta, foram realizadas para as crianças a contação da história “De onde é que vem a água?” texto de minha autoria, livremente inspirado nas obras de Sepé Kuikuro e Peranko Panará, que retrata em cordel, dois contos indígenas dos povos Kuikuru e Panará, sobre a origem da água no mundo. As histórias foram contadas em espaço aberto, e após as histórias, as crianças se dirigiram a casa cedida por uma das aldeadas para criação de seus desenhos. A experiência de ver as crianças desenvolverem seus desenhos e relatar sobre o que as suas produções representavam para elas foi muito gratificante e única. Com traçados e sorrisos, os desenhos foram criados. Algumas crianças pediam para desenhar novamente, mostrando que em apenas uma folha de papel não comportava tanta criatividade imagética. Foi conversado também acerca da importância de se cuidar desse recurso natural tão importante e tão sagrado na vida de todos, onde algumas crianças mostraram tanta propriedade no assunto, que nos deixou com o coração cheio de sinestesias positivas.
A contação de história foi apresentada também para os adultos, onde, outras perspectivas, outros olhares e reações aconteceram.  A saída da aldeia, foi realizada com a sensação de continuidade, sensação de laços formados e amplitude do debate. O diálogo sobre seguirmos movimentando a proposta e elevá-la a um patamar mais avançado, com promoção de um seminário, só faz ampliar a justificativa de que o trabalho desenvolvido pelo grupo é necessário e vital para a fortificação de um pensamento voltado para as questões ambientais.