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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

(EPOA) Palestra com Katu Angatu

janeiro 14, 2020 0 Comments





Com palestra de nomenclatura: “ Lutando por uma educação escolar indígena decolonial”, o indígena Katu Angatu que está atualmente atuando como diretor da escola indígena, começou sua fala narrando o processo de luta dos povos tupinambá na região pelo direito a terra. Destacou na sua palestra a importância da ancestralidade existente na sua terra e de como ela é necessária para eles, para a vivencia de seus rituais. Outro ponto de destaque de sua fala, acerca da luta indígena, diz respeito ao massacre indígena que aconteceu no Cururupe, e de como os sobreviventes daquela chacina tiveram que, para sobreviver, negar a sua identidade. A figura do Caboclo Marcelino também foi lembrada pelo indígena que foi figura fundamental para o processo da luta e sobrevivência. 
Segundo Katu, entre os territórios de Una, Ilhéus e Buerarema, são cerca de seis mil indígenas e que, apesar de uma grande parcela de indígenas na região, ainda não há o reconhecimento dos tupinambás como povos originários. 
O indígena ainda falou sobre a questão ritualística das suas tradições. Ele afirma que o canto do Maracá exerce a função de chamar e dialogar com os encantados. Falou também sobre a importância, a representatividade e a significação que a pintura exerce em seu povo. Cada cerimonia requer uma pintura diferente, para cada ocasião, para cada ação e função há uma pintura representativa. Além disso, ele destacou a importância das coisas da natureza para a energização de seu povo. 
Ele finalizou sua fala ressaltando a importância de todos os outros tópicos para a construção de um currículo escolar indígena. Ressaltou o currículo escolar da Escola Estadual Indígena Tupinambá de Abaeté, onde exerce suas funções de diretor, voltado para a educação formal e diretamente atrelado a conteúdos de contexto indígena. 


Márcia Mascarenhas
Xêro

terça-feira, 20 de agosto de 2019

(Ateliê CTE) Índigo

agosto 20, 2019 0 Comments
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A mostra do Componente Curricular Ateliê Corpos, Tempos e Espaços acontece nessa quinta - feira, 22 de agosto, 19:00 na Universidade Federal do Sul da Bahia - UFSB. O espetáculo "Índigo - Surgimos hoje para sempre", com a orientação dos docentes Tássio Ferreira e Leila Oliveira, será apresentado no Refeitório do Campus Jorge Amado, Ferradas. A entrada é franca.


quinta-feira, 9 de maio de 2019

(Sustentabilidade é Possível?)

maio 09, 2019 3 Comments


Vivemos em uma época perigosa. 
O homem domina a natureza antes
que tenha aprendido a dominar a si mesmo.

Albert Schweitzer


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Diante da atual situação, onde há ciência da possibilidade de esgotamento dos recursos naturais e do alerta a necessidade de preservação destes recursos para que as futuras gerações possam também aproveitá-los, o termo sustentabilidade surge na tentativa de ouvir e obedecer ao ciclo natural das coisas: nas formas como se produz, se consome, se relaciona.
Neste sentido, empresas de pequeno, médio e grande porte, tem adotado o conceito da produção mais limpa em suas práticas, para que haja uma redução significativa de resíduos ou até mesmo a não geração deles no desenvolvimento dos seus produtos e serviços. 
Além disso, outras ações são realizadas no mundo por grupos de pessoas que optaram por viver em um ambiente mais sustentável e vem desenvolvendo projetos fortificadores: como hortas urbanas, criação de moedas locais, implantação de modelos educacionais inclusivos. Pequenas condutas que vem reduzindo, de forma ainda intimista, as desigualdades e fomentando práticas positivas.
Desta maneira, para que a sustentabilidade seja de fato possível, são necessárias mudanças de comportamento politico, econômico, social e ambiental. É preciso respeitar o tempo de todas as coisas. Só assim a sustentabilidade é possível.

sábado, 20 de abril de 2019

(UCP) Visita a Aldeia Tukum

abril 20, 2019 4 Comments
“É Deus no Céu, o índio na terra. 
É Deus no Céu, o índio na Terra.
 Quero ver quem pode mais. 
É Deus, no céu”







Voltando à aldeia, após coleta de dados, a equipe do projeto: "Uso consciente e reaproveitamento da água na aldeia Tukum", referente ao componente curricular Universidade e Contexto Planetário foi dividida em estações de trabalho para crianças e adultos. A Estação de Trabalho cujo público alvo foram as crianças utilizou como estratégia a contação de história: ação lúdica usada para o despertar do imaginário. A contação de histórias desenvolve habilidades: desperta o interesse pela leitura, aguça a imaginação e desenvolve na criança uma formação cidadã: social e ambiental.
De nome “Contando histórias: Plantando as sementes das futuras gerações”, a oficina estava dividida em duas partes: Contação de histórias e produção de desenhos, que aconteceram após a história, se baseando no seguinte apontamento: “Levando em conta as histórias ouvidas, e a importância da água para as pessoas e para o mundo, desenhe o que você pode fazer para evitar o desperdício de água na sua comunidade.”.
Dentro dessa proposta, foram realizadas para as crianças a contação da história “De onde é que vem a água?” texto de minha autoria, livremente inspirado nas obras de Sepé Kuikuro e Peranko Panará, que retrata em cordel, dois contos indígenas dos povos Kuikuru e Panará, sobre a origem da água no mundo. As histórias foram contadas em espaço aberto, e após as histórias, as crianças se dirigiram a casa cedida por uma das aldeadas para criação de seus desenhos. A experiência de ver as crianças desenvolverem seus desenhos e relatar sobre o que as suas produções representavam para elas foi muito gratificante e única. Com traçados e sorrisos, os desenhos foram criados. Algumas crianças pediam para desenhar novamente, mostrando que em apenas uma folha de papel não comportava tanta criatividade imagética. Foi conversado também acerca da importância de se cuidar desse recurso natural tão importante e tão sagrado na vida de todos, onde algumas crianças mostraram tanta propriedade no assunto, que nos deixou com o coração cheio de sinestesias positivas.
A contação de história foi apresentada também para os adultos, onde, outras perspectivas, outros olhares e reações aconteceram.  A saída da aldeia, foi realizada com a sensação de continuidade, sensação de laços formados e amplitude do debate. O diálogo sobre seguirmos movimentando a proposta e elevá-la a um patamar mais avançado, com promoção de um seminário, só faz ampliar a justificativa de que o trabalho desenvolvido pelo grupo é necessário e vital para a fortificação de um pensamento voltado para as questões ambientais.





segunda-feira, 8 de abril de 2019

(UCP) Demain: sonho ou realidade?

abril 08, 2019 0 Comments

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O filme “Demain” retrata como um grupo de amigos ligados à indústria cinematográfica se reuniu na construção de um projeto com a finalidade de registrar histórias de pessoas que atuam em busca de avanços sociais, ambientais e econômicas para o mundo.  Cada grupo, com seus desejos, seus anseios de uma melhoria nas condições de vida e de forma positiva, o filme aborda ações proativas para o bem viver local. Dentro dessas ações, a obra apresenta uma horta urbana que transformou a paisagem abandonada de um bairro na cidade de Detroit, e que vem alimentando mais mil famílias. Com a horta, seus idealizadores possuem a ousada ambição de promover a cidade ao patamar da independência alimentar, onde as frutas e legumes sejam fruto majoritariamente da produção local.  Outras ações norteiam o decorrer do vídeo: Pessoas que dedicam suas vidas para o cultivo nos moldes do sistema agroflorestal, grupos que revitalizaram suas cidades com mais verde.
Seguindo a trilha da proposta do filme, pensando em ações propositivas e positivas na região do Sul da Bahia, a Rede Povos da Mata desempenha um papel basilar no cultivo orgânico por meio da Agroecologia, promovendo desenvolvimento com sustentabilidade. Além de oferecer melhores condições de vida para seus produtores, a rede oferece uma relação direta entre o consumidor e o produto, através dos chamados circuitos curtos de comercialização. Esse circuito, além de encurtar a distancia consumidor-produto, dá acesso ao percurso feito pelo produto. Outra ação de caráter econômico – solidário que tem ganhado destaque na região é a criação do SELS - Sistema Econômico Local de Serra Grande. Criado em 2017, o sistema atua de forma “eco solidária”, facilitando trocas de bens e serviços. O dinheiro social NIBS(NB$) vem melhorando a qualidade de vida e promovendo trocas que fortificam os princípios do sistema: “solidariedade e apoio mútuo, equilíbrio econômico e a busca por uma economia sustentável com o planeta, a comunidade”.  Tanto a Rede com o SELS, são projetos ainda muito jovens, mas ambas as propostas são bastante inovadoras em suas áreas de atuação. Cada uma com seus erros e acertos, partindo de sentimentos genuínos de mudança: seja no plantio, seja no prato dos consumidores ou na melhoria econômica da cidade. O que importa sempre é fazer com que aquele “primeiro esboço” saia do papel e se torne um projeto em execução, os enfrentamentos e as barreiras então, irão existir para que os projetos em prática se fortaleçam.  

sexta-feira, 15 de março de 2019

(UCP) Cotidiano

março 15, 2019 0 Comments

"Todo dia eu só penso em poder parar, meio-dia eu só penso em dizer não. 
Depois penso na vida pra levar e me calo com a boca de feijão" Chico Buarque


Leitura crítica "A riqueza de poucos beneficia todos nós?" 

O texto leva o leitor a uma reflexão acerca das desigualdades existentes no mundo, destacando na escrita, a onda crescente desse processo ao longo dos anos. O autor sinaliza no texto que a condição econômica das pessoas, vista sobre um panorama geral, não tem se alterado, quando ele afirma, na seguinte citação: “pessoas que são ricas estão ficando mais ricas apenas porque já são ricas. Pessoas que são pobres estão ficando mais pobres apenas porque já são pobres.” Por esse prisma, com a crescente desigualdade, crescem também as “patologias sociais”, considerando que, em uma sociedade, todas as ações se conectam. Essas desigualdades vêm trazendo efeitos negativos no desenvolvimento econômico e na qualidade de vida da população.
Resultado de imagem para cotidiano
Tomando como base um recorte na cidade de Itabuna, pode-se inferir que as projeções das desigualdades no mundo, são refletidas nas particularidades também. Uma reportagem de jornal, publicada no dia 18 de fevereiro no blog IPOLITICA, faz um recorte do trabalho desenvolvido por estudantes baianos acerca dos índices de pobreza na cidade, intitulado: “Medindo a pobreza multidimensional em Itabuna: uma análise espacial.”, que leva a seguinte reflexão: “Os cinco bairros mais ricos de Itabuna têm renda pessoal de 74,5% do total da cidade, segundo dados dos setores censitários do Censo de 2010. O levantamento mostra que os 35 bairros de menor renda de Itabuna juntos somam o mesmo percentual obtido pelos 5 bairros mais ricos. Dessa forma, pode se afirmar que apenas 5,35% da população se apropria de 37,4% da renda pessoal total da cidade.” Essa desigualdade abordada no texto de Bauman se reflete no cotidiano do povo da cidade de Itabuna, o que gera uma crescente onda de consequências ao estado de Bem estar do povo. Cria-se um ciclo, onde os jovens: cada vez mais jovens, precisam ingressar no ambiente de trabalho, ocasionando assim a mão de obra infantil, o que, em decorrência disso, acarreta a crescente evasão escolar, refletindo na falta de uma profissionalização decente e acarretando num processo de exploração do trabalhador ou na crescente do desemprego. Isso demonstra o quanto à questão da desigualdade econômica interfere na qualidade de vida e na desigualdade social, o que aponta para um desenvolvimento econômico pautado em subempregos, exploração e sem qualquer bem estar para a classe mais pobre. Para Milton Santos: “O homem deixa de ser o centro do mundo e dá lugar ao dinheiro”. Perde-se, nessa desigualdade econômica massiva, alguns aspectos da humanidade, nessa busca desenfreada pelo “ter”, o dinheiro deturpa conceitos como o de igualdade e solidariedade. O espaço social que se nasce vem determinando as oportunidades do homem. O futuro de uma pessoa já está determinado pelo status social de sua família. Foi constatado isso em 1979, por meio de um estudo na Universidade Carnegie, e é empiricamente comprovado hoje. A “falsa meritocracia” estabelecida pela sociedade, que grita que todos têm direitos iguais na disputa por ocupação de espaço, coloca nessa disputa, um jovem que estuda a noite, pois precisa trabalhar para prover a família, e um rapaz que tem acesso a uma escola de qualidade e que não precisa se preocupar com as contas para pagar. Como colocar esses dois jovens em disputas equiparadas?

Autoria: Márcia Gabrielle Brito Mascarenhas 
Professor: Gustavo Bicalho

Referência:
"Medindo a pobreza multidimensional em Itabuna" Ricardo Candêia, Eli Izidro e Ícaro Célio. Bahia anál. dados, n 2, vol 28. p196-223
"A riqueza de poucos beneficia todos nós?" - BAUMAN, Zygmunt. Cap.1 (pg. 15-28)






terça-feira, 28 de agosto de 2018

(Matemática e espaço) Areia Ancestral

agosto 28, 2018 0 Comments




Texto Baseado no Artigo: Areia Ancestral
O artigo de Rogério Ferreira inicia contando um pouco do histórico desse povo que costuma contar histórias nas areias. Os sona, como são chamados os desenhos, são advindos de povos do leste Angolano. Ele ressalta que são saberes que eram usados como forma de organização e transmissão de seus conhecimentos. Conhecimentos esses que, juntamente com o tráfico de escravos veio para o Brasil e que fazem parte da construção cultural do país. A respeito disso, o autor lança a problematização sobre a não utilização dessas questões no currículo brasileiro, citando a lei que estabelece o estudo da cultura afro-brasileira e indígena, nas escolas de ensino fundamental e médio. Depois disso o autor sugere que a única forma de superar todos esses enfrentamentos da educação é retirar a “estáticidade” dos currículos. Ele precisa ser prático, problematizador.
O autor parte então para o processo de construção dos sona, explicando que seja onde for elaborado o desenho, primeiro se cria a chamada rede de pontos. Essa rede pode ser de vários tamanhos. Os traçados vão se basear nessa rede para ser desenhado. Em torno dessa rede será desenhado um retângulo, chamada de caixa espelhada, onde fios vão sendo construídos e os traçados refletidos. Cada rede possui uma quantidade especifica de fios. A quantidade de fios será determinada pela quantidade de pontos que terá a rede, extraindo da rede o máximo divisor comum, ou seja, o maior número que possa dividir os pontos rede. Digamos que a rede seja 4x2, o MDC dessa rede será 2, pois se trata do maior número que pode dividir os pontos dessa rede. Outra forma de saber a quantidade de fios que uma rede possui é buscar a maior malha quadrada que decompõe a redes de pontos. Outros desses desenhos, os irregulares, são feitos mediante o uso de pequenos espelhos colocados entre a rede de fios. Isso faz com que alguns fios não se toquem durante a confecção da lusona.
Antes de finalizar o texto, o autor ressalta que os sona são muito mais que esses os exemplos ilustrados no artigo, ressaltando que esses desenhos fazem parte da tradição desses povos e que muitos desses desenhos envolvem uma mistura de técnica e características livres. Mestres dessa cultura dedicam suas vidas pela continuidade desses conhecimentos, levando aos jovens de seu povo os princípios da técnica até as características mais avançadas de execução do traçado. O autor finaliza o texto, frisando a importância que existe nessas tradição e como os sona podem ser utilizados pelo professor em sala de aula,  se referindo a lusona como portadora de conteúdo artístico, educativo e filosófico.  O autor deixa claro que todos esses desenhos são representações da tradição desses povos que podem ser utilizados como recurso didático como forma prática de interpretação desse trabalho. Os desenhos desses povos são feitos a mão livre, trabalho que comprova o traquejo que esse povo possui na construção da lusona.
Os sona são parte constituinte de uma tradição de uma cultura a ser preservada. Contam histórias e saberes de seus povos, crenças, lendas e vivências.
Por: Márcia Mascarenhas
Professor: Júlia Gouvea