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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

(EPOA) Palestra com Katu Angatu

janeiro 14, 2020 0 Comments





Com palestra de nomenclatura: “ Lutando por uma educação escolar indígena decolonial”, o indígena Katu Angatu que está atualmente atuando como diretor da escola indígena, começou sua fala narrando o processo de luta dos povos tupinambá na região pelo direito a terra. Destacou na sua palestra a importância da ancestralidade existente na sua terra e de como ela é necessária para eles, para a vivencia de seus rituais. Outro ponto de destaque de sua fala, acerca da luta indígena, diz respeito ao massacre indígena que aconteceu no Cururupe, e de como os sobreviventes daquela chacina tiveram que, para sobreviver, negar a sua identidade. A figura do Caboclo Marcelino também foi lembrada pelo indígena que foi figura fundamental para o processo da luta e sobrevivência. 
Segundo Katu, entre os territórios de Una, Ilhéus e Buerarema, são cerca de seis mil indígenas e que, apesar de uma grande parcela de indígenas na região, ainda não há o reconhecimento dos tupinambás como povos originários. 
O indígena ainda falou sobre a questão ritualística das suas tradições. Ele afirma que o canto do Maracá exerce a função de chamar e dialogar com os encantados. Falou também sobre a importância, a representatividade e a significação que a pintura exerce em seu povo. Cada cerimonia requer uma pintura diferente, para cada ocasião, para cada ação e função há uma pintura representativa. Além disso, ele destacou a importância das coisas da natureza para a energização de seu povo. 
Ele finalizou sua fala ressaltando a importância de todos os outros tópicos para a construção de um currículo escolar indígena. Ressaltou o currículo escolar da Escola Estadual Indígena Tupinambá de Abaeté, onde exerce suas funções de diretor, voltado para a educação formal e diretamente atrelado a conteúdos de contexto indígena. 


Márcia Mascarenhas
Xêro

quinta-feira, 9 de maio de 2019

(Sustentabilidade é Possível?)

maio 09, 2019 3 Comments


Vivemos em uma época perigosa. 
O homem domina a natureza antes
que tenha aprendido a dominar a si mesmo.

Albert Schweitzer


Resultado de imagem para respeitar o tempo da natureza


Diante da atual situação, onde há ciência da possibilidade de esgotamento dos recursos naturais e do alerta a necessidade de preservação destes recursos para que as futuras gerações possam também aproveitá-los, o termo sustentabilidade surge na tentativa de ouvir e obedecer ao ciclo natural das coisas: nas formas como se produz, se consome, se relaciona.
Neste sentido, empresas de pequeno, médio e grande porte, tem adotado o conceito da produção mais limpa em suas práticas, para que haja uma redução significativa de resíduos ou até mesmo a não geração deles no desenvolvimento dos seus produtos e serviços. 
Além disso, outras ações são realizadas no mundo por grupos de pessoas que optaram por viver em um ambiente mais sustentável e vem desenvolvendo projetos fortificadores: como hortas urbanas, criação de moedas locais, implantação de modelos educacionais inclusivos. Pequenas condutas que vem reduzindo, de forma ainda intimista, as desigualdades e fomentando práticas positivas.
Desta maneira, para que a sustentabilidade seja de fato possível, são necessárias mudanças de comportamento politico, econômico, social e ambiental. É preciso respeitar o tempo de todas as coisas. Só assim a sustentabilidade é possível.

sábado, 4 de maio de 2019

(CArtes:Saberes e Práticas) Entrevista Rildo FOGE

maio 04, 2019 4 Comments


Baseado na proposta do componente, a equipe ficou responsável em escolher uma das temáticas norteadoras das aulas, escolher um artista que representasse a área temática e contar um pouco sobre sua história na arte. Nossa equipe de trabalho escolheu, baseado na temática ARTE URBANA, ministrada pela professora Alessandra Simões: o artista Rildo Foge. Figura  de grande importância no cenário artístico da cidade de Ilhéus- Ba, vem criando seu nome nos muros desse mundo, pintando em Salvador, Itacaré e tem trabalhos na cidade de Santo Antão, no Cabo Verde. 
Rildo falou um pouco sobre seu percurso na arte urbana, suas inspirações e como a arte está inserida em sua vida. Confira agora, um pouco do que foi essa entrevista com a equipe de trabalho do CC Campo das Artes: Saberes e Práticas:



Agradecimento: RILDO FOGE

Equipe de trabalho
MÁRCIA GABRIELLE BRITO MASCARENHAS
MAURICIO LIMA GUEDES

 Docente: Célia Regina

sábado, 20 de abril de 2019

(UCP) Visita a Aldeia Tukum

abril 20, 2019 4 Comments
“É Deus no Céu, o índio na terra. 
É Deus no Céu, o índio na Terra.
 Quero ver quem pode mais. 
É Deus, no céu”







Voltando à aldeia, após coleta de dados, a equipe do projeto: "Uso consciente e reaproveitamento da água na aldeia Tukum", referente ao componente curricular Universidade e Contexto Planetário foi dividida em estações de trabalho para crianças e adultos. A Estação de Trabalho cujo público alvo foram as crianças utilizou como estratégia a contação de história: ação lúdica usada para o despertar do imaginário. A contação de histórias desenvolve habilidades: desperta o interesse pela leitura, aguça a imaginação e desenvolve na criança uma formação cidadã: social e ambiental.
De nome “Contando histórias: Plantando as sementes das futuras gerações”, a oficina estava dividida em duas partes: Contação de histórias e produção de desenhos, que aconteceram após a história, se baseando no seguinte apontamento: “Levando em conta as histórias ouvidas, e a importância da água para as pessoas e para o mundo, desenhe o que você pode fazer para evitar o desperdício de água na sua comunidade.”.
Dentro dessa proposta, foram realizadas para as crianças a contação da história “De onde é que vem a água?” texto de minha autoria, livremente inspirado nas obras de Sepé Kuikuro e Peranko Panará, que retrata em cordel, dois contos indígenas dos povos Kuikuru e Panará, sobre a origem da água no mundo. As histórias foram contadas em espaço aberto, e após as histórias, as crianças se dirigiram a casa cedida por uma das aldeadas para criação de seus desenhos. A experiência de ver as crianças desenvolverem seus desenhos e relatar sobre o que as suas produções representavam para elas foi muito gratificante e única. Com traçados e sorrisos, os desenhos foram criados. Algumas crianças pediam para desenhar novamente, mostrando que em apenas uma folha de papel não comportava tanta criatividade imagética. Foi conversado também acerca da importância de se cuidar desse recurso natural tão importante e tão sagrado na vida de todos, onde algumas crianças mostraram tanta propriedade no assunto, que nos deixou com o coração cheio de sinestesias positivas.
A contação de história foi apresentada também para os adultos, onde, outras perspectivas, outros olhares e reações aconteceram.  A saída da aldeia, foi realizada com a sensação de continuidade, sensação de laços formados e amplitude do debate. O diálogo sobre seguirmos movimentando a proposta e elevá-la a um patamar mais avançado, com promoção de um seminário, só faz ampliar a justificativa de que o trabalho desenvolvido pelo grupo é necessário e vital para a fortificação de um pensamento voltado para as questões ambientais.





segunda-feira, 8 de abril de 2019

(UCP) Demain: sonho ou realidade?

abril 08, 2019 0 Comments

Resultado de imagem para futuro verde
O filme “Demain” retrata como um grupo de amigos ligados à indústria cinematográfica se reuniu na construção de um projeto com a finalidade de registrar histórias de pessoas que atuam em busca de avanços sociais, ambientais e econômicas para o mundo.  Cada grupo, com seus desejos, seus anseios de uma melhoria nas condições de vida e de forma positiva, o filme aborda ações proativas para o bem viver local. Dentro dessas ações, a obra apresenta uma horta urbana que transformou a paisagem abandonada de um bairro na cidade de Detroit, e que vem alimentando mais mil famílias. Com a horta, seus idealizadores possuem a ousada ambição de promover a cidade ao patamar da independência alimentar, onde as frutas e legumes sejam fruto majoritariamente da produção local.  Outras ações norteiam o decorrer do vídeo: Pessoas que dedicam suas vidas para o cultivo nos moldes do sistema agroflorestal, grupos que revitalizaram suas cidades com mais verde.
Seguindo a trilha da proposta do filme, pensando em ações propositivas e positivas na região do Sul da Bahia, a Rede Povos da Mata desempenha um papel basilar no cultivo orgânico por meio da Agroecologia, promovendo desenvolvimento com sustentabilidade. Além de oferecer melhores condições de vida para seus produtores, a rede oferece uma relação direta entre o consumidor e o produto, através dos chamados circuitos curtos de comercialização. Esse circuito, além de encurtar a distancia consumidor-produto, dá acesso ao percurso feito pelo produto. Outra ação de caráter econômico – solidário que tem ganhado destaque na região é a criação do SELS - Sistema Econômico Local de Serra Grande. Criado em 2017, o sistema atua de forma “eco solidária”, facilitando trocas de bens e serviços. O dinheiro social NIBS(NB$) vem melhorando a qualidade de vida e promovendo trocas que fortificam os princípios do sistema: “solidariedade e apoio mútuo, equilíbrio econômico e a busca por uma economia sustentável com o planeta, a comunidade”.  Tanto a Rede com o SELS, são projetos ainda muito jovens, mas ambas as propostas são bastante inovadoras em suas áreas de atuação. Cada uma com seus erros e acertos, partindo de sentimentos genuínos de mudança: seja no plantio, seja no prato dos consumidores ou na melhoria econômica da cidade. O que importa sempre é fazer com que aquele “primeiro esboço” saia do papel e se torne um projeto em execução, os enfrentamentos e as barreiras então, irão existir para que os projetos em prática se fortaleçam.  

domingo, 7 de abril de 2019

(MECS) Diário Sonoro - VOZES

abril 07, 2019 0 Comments
Pensar em criar um diário sonoro com as vozes das pessoas é um tanto quanto complicado. Ao construir meu diário, pensei em filtrar as vozes gravando mulheres que ao meu redor sonham, pensam e agem por um mundo melhor. Então, criei meu diário tentando ouvir, muito mais que somente a voz, mas também o que foi dito. Comecei os diálogos perguntando sobre comida e seus gostos. Afinal, falar sobre comida é ótimo!! Depois perguntei a elas: "O que você acredita que mudaria o mundo?". 

Segue abaixo, diário sonoro e respostas inspiradoras:

No primeiro áudio, consigo perceber uma voz um pouco metalizada, sua risada é aguda, mas a voz não tanto. Ela é mais veloz na sua fala.




No segundo áudio, a voz parece ter uma pegada mais infantil. Me remete à memória, a voz de uma criança. Suave e não tão aguda quanto a primeira voz.



Acredito que, dos três áudios, é a voz mais grave, com algumas leves pontuadas no agudo. Risada aguda. Em alguns momentos sua voz é veloz, em outros sua voz soa como mais contemplativa.


Por: Márcia Mascarenhas
Professor: Daniel Puig

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

(PMCArtes) Caminho de Ouro

fevereiro 20, 2019 2 Comments


Homem Vitruviano


No TERCEIRO ENCONTRO, começamos com a escolha individual de um objeto artístico. 5 minutos de pensamento e nenhum segundo a mais para mim. A unica obra que vinha a mente era "Uma didática da invenção" do Manoel de Barros. O "rio que fazia uma volta atrás de nossa casa" não saia da cabeça. Pra mim, a forma como Manoel brinca de desconstruir com as palavras é a coisa mais linda já inventada. 


Nossas medições com o número de ouro


Durante o encontro, medimos e fomos medidos. Cada registro realizado e a cada descoberta acerca da proporção áurea, do homem Vitruviano do da Vinci e do sistema de proporções do Modulor do Le Corbusier, pude perceber que o homem a arte e a natureza estão conectados de uma forma divina. Percebi que nossos corpos são perfeitos em suas imperfeições.

O 1,618 encontrado em nossas mensuras corporais, a existência desse número de ouro ditou a existência e a concepção das artes por muito tempo. Muito se produziu baseando-se nessa perspectiva da Proporção áurea e muito ainda há de se produzir, inclusive por nós que ficamos incumbidos de pensar, rabiscar e criar uma logomarca dentro dos padrões da proporção áurea. Será um grande desafio. Mas, como dizia o grande filósofo Sócrates: “Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida”.



E nessas Trilhas acadêmicas, eu vou seguindo o caminho de ouro.

Por: Márcia Mascarenhas
Professor: Joel Felipe


quinta-feira, 30 de agosto de 2018

(Campo da Educação) PEDAGOGOS, MESTRES-ESCOLA E SOFISTAS

agosto 30, 2018 0 Comments






O texto faz referência ao processo educacional existente na Grécia Antiga: a chamada Paidéia, e mostra historicamente como esse processo surgiu, independente da existência dos modelos convencionais de ensino; até o surgimento dos primeiros espaços escolares. Segundo Brandão(1989): “A primeira educação que houve em Atenas e Esparta foi praticada entre todos, os exercícios coletivos da vida, em todos os cantos onde as pessoas conviviam na comunidade.”. Essa educação se originava pelas relações que eram estabelecidas entre a coletividade, por meio de socialização do conhecimento, ou as chamadas “trocas interpessoais”, que para os gregos era a principal forma de transferência de saber: “O que se ensina e aprende entre os primeiros pastores, (...) envolve o saber da agricultura e do pastoreio, do artesanato de subsistência cotidiana e da arte. Tudo isso misturado, sem muitos mistérios, com os princípios de honra, de solidariedade e, mais do que tudo, de fidelidade à polis, a cidade grega onde começa e acaba a vida do cidadão livre e educado.” (BRANDÃO, 1989).
Brandão afirma que a educação grega era dupla, e se dividia entre o saber da técnica, intitulada TECNE, saber bastante prático, passado pelo convívio; e o saber teorético, que é o saber instrutivo para a formação do cidadão, em busca do “homem livre”. Enquanto os escravos passavam suas vidas dedicados ao fazer: a aprender o ofício e executar, as crianças da nobreza aos 7 anos tinham acesso a um mestre-escola, que acompanhava seu desenvolvimento e formava esse jovem para a polis. O objetivo sempre foi o de melhorar a polis tendo a única ferramenta em suas mãos: a arte do pensar. Mantinham nobres, homens livres em um ideal não apenas teórico, porém escravos e trabalhadores quase não contribuíam para melhorar a polis, ainda que dominassem em algum momento uma teoria válida, ficando distante do verdadeiro desenvolvimento cultural: a transformação coletiva do ser educado.

Ele afirma ainda em seu livro, que o saber era ensinado de acordo com preceitos que envolviam os princípios de honra e solidariedade, o que mais adiante ele vai salientar que eram os preceitos do chamado “homem educado”. Não havia nada para os gregos que fosse mais essencial que essa transformação. Para o autor, o “homem educado” era visto pelos gregos como uma obra de arte.
Surgem escolas particulares para moldar essa “obra de arte” que é o homem grego. Surgem pensadores que discutem sobre o formato dessa escola. O ensino se torna uma competência do Estado. Surgem divergências entre formas de ensino, mas o que não surge em meio a todo esse processo de criação de formatos de ensino é o ato de ouvir o que a criança quer para si, o que ela pretende ser para a vida. O conceito de viver para e pela polis, tornou o homem moldado para ser o que a polis quer que esse homem seja, sem se importar com os anseios e vontades desse jovem. Segundo Brandão essa “é uma educação contra a criança, que não leva em conta o que ela é, mas olha para o modelo do que pode ser, e que anseia torná-la depressa o jovem perfeito (o guerreiro, o atleta, o artista de seu próprio corpo-e-mente) e o adulto educado (o cidadão político a serviço da polis).”
Apesar de todos esses questionamentos acerca das defeituosidades do desenvolvimento da formação educacional da polis grega, pode-se finalizar, lembrando que, assim como na origem da educação grega, a educação existe em todo lugar, e segundo Brandão(1989): “é o resultado da ação de todo o meio sociocultural sobre os seus participantes. É o exercício de viver e conviver o que educa. E a escola de qualquer tipo é apenas um lugar e um momento provisórios onde isto pode acontecer.”  

Diante disso, cabe o seguinte questionamento: Nosso atual modelo de educação está pautado em um sistema que permite o jovem escolher para onde seguir, ou somos moldados a seguir um caminho predeterminado?

Autoria: Márcia Mascarenhas
Professor: Gustavo Bicalho