sábado, 20 de abril de 2019

(UCP) Visita a Aldeia Tukum

abril 20, 2019 4 Comments
“É Deus no Céu, o índio na terra. 
É Deus no Céu, o índio na Terra.
 Quero ver quem pode mais. 
É Deus, no céu”







Voltando à aldeia, após coleta de dados, a equipe do projeto: "Uso consciente e reaproveitamento da água na aldeia Tukum", referente ao componente curricular Universidade e Contexto Planetário foi dividida em estações de trabalho para crianças e adultos. A Estação de Trabalho cujo público alvo foram as crianças utilizou como estratégia a contação de história: ação lúdica usada para o despertar do imaginário. A contação de histórias desenvolve habilidades: desperta o interesse pela leitura, aguça a imaginação e desenvolve na criança uma formação cidadã: social e ambiental.
De nome “Contando histórias: Plantando as sementes das futuras gerações”, a oficina estava dividida em duas partes: Contação de histórias e produção de desenhos, que aconteceram após a história, se baseando no seguinte apontamento: “Levando em conta as histórias ouvidas, e a importância da água para as pessoas e para o mundo, desenhe o que você pode fazer para evitar o desperdício de água na sua comunidade.”.
Dentro dessa proposta, foram realizadas para as crianças a contação da história “De onde é que vem a água?” texto de minha autoria, livremente inspirado nas obras de Sepé Kuikuro e Peranko Panará, que retrata em cordel, dois contos indígenas dos povos Kuikuru e Panará, sobre a origem da água no mundo. As histórias foram contadas em espaço aberto, e após as histórias, as crianças se dirigiram a casa cedida por uma das aldeadas para criação de seus desenhos. A experiência de ver as crianças desenvolverem seus desenhos e relatar sobre o que as suas produções representavam para elas foi muito gratificante e única. Com traçados e sorrisos, os desenhos foram criados. Algumas crianças pediam para desenhar novamente, mostrando que em apenas uma folha de papel não comportava tanta criatividade imagética. Foi conversado também acerca da importância de se cuidar desse recurso natural tão importante e tão sagrado na vida de todos, onde algumas crianças mostraram tanta propriedade no assunto, que nos deixou com o coração cheio de sinestesias positivas.
A contação de história foi apresentada também para os adultos, onde, outras perspectivas, outros olhares e reações aconteceram.  A saída da aldeia, foi realizada com a sensação de continuidade, sensação de laços formados e amplitude do debate. O diálogo sobre seguirmos movimentando a proposta e elevá-la a um patamar mais avançado, com promoção de um seminário, só faz ampliar a justificativa de que o trabalho desenvolvido pelo grupo é necessário e vital para a fortificação de um pensamento voltado para as questões ambientais.





sexta-feira, 19 de abril de 2019

(PMCArtes) Qual é a música?

abril 19, 2019 0 Comments
"A educação musical é a parte principal da educação, porque o ritmo e a harmonia têm o grande poder de penetrar na alma e tocá-la fortemente, levando com eles a graça e cortejando-a, quando se foi bem-educado." 
 A república.


 Sou uma apaixonada por música. Não nego. Por conta disso, esse foi um dos módulos que mais me encantou. A possibilidade de experimentar matemática e, computacionalmente os sons e o fazer sonoro, foi incrível. A vibração que se desloca pelo ar, as relações aritméticas ao se mensurar os sons, a relação entre as escalas musicais e a fibonacci. 

Aprendemos que quando falamos em melodia, estamos falando da sucessão rítmica de sons musicais; harmonia como sendo a criação e combinação de acordes e os ritmos os agrupamentos dos valores de tempo durante o processo de execução de uma música. Para determinamos a unidade de medida da música usamos o tom. E para que esse tom se pronunciasse, começamos o processo de construção do Idiofone.





















Além do processo de construção física do som, estudamos sob uma perspectiva teórica da música. Construímos, em pautas, as notas musicais e entendemos o funcionamento de uma partitura musical. Por meio do musescore eu e Alisson Nogueira, construímos a partitura da música Frère Jacques. Foi fascinante fazer esse percurso musical com tanta consciência matemática, me fez admirar ainda mais a música e seus processos de criação.





Muito inspirada nessa pesquisa de origem do som, construí junto ao amigo e colega da UFSB, Anderson Santos, a proposta musical "Pausa para um som" para o componente "Modos de Escuta e Criação Sonora" e a ideia desse projeto nasceu durante o processo de construção do idiofone.


Por: Márcia Mascarenhas
Professor: Joel Felipe


segunda-feira, 8 de abril de 2019

(UCP) Demain: sonho ou realidade?

abril 08, 2019 0 Comments

Resultado de imagem para futuro verde
O filme “Demain” retrata como um grupo de amigos ligados à indústria cinematográfica se reuniu na construção de um projeto com a finalidade de registrar histórias de pessoas que atuam em busca de avanços sociais, ambientais e econômicas para o mundo.  Cada grupo, com seus desejos, seus anseios de uma melhoria nas condições de vida e de forma positiva, o filme aborda ações proativas para o bem viver local. Dentro dessas ações, a obra apresenta uma horta urbana que transformou a paisagem abandonada de um bairro na cidade de Detroit, e que vem alimentando mais mil famílias. Com a horta, seus idealizadores possuem a ousada ambição de promover a cidade ao patamar da independência alimentar, onde as frutas e legumes sejam fruto majoritariamente da produção local.  Outras ações norteiam o decorrer do vídeo: Pessoas que dedicam suas vidas para o cultivo nos moldes do sistema agroflorestal, grupos que revitalizaram suas cidades com mais verde.
Seguindo a trilha da proposta do filme, pensando em ações propositivas e positivas na região do Sul da Bahia, a Rede Povos da Mata desempenha um papel basilar no cultivo orgânico por meio da Agroecologia, promovendo desenvolvimento com sustentabilidade. Além de oferecer melhores condições de vida para seus produtores, a rede oferece uma relação direta entre o consumidor e o produto, através dos chamados circuitos curtos de comercialização. Esse circuito, além de encurtar a distancia consumidor-produto, dá acesso ao percurso feito pelo produto. Outra ação de caráter econômico – solidário que tem ganhado destaque na região é a criação do SELS - Sistema Econômico Local de Serra Grande. Criado em 2017, o sistema atua de forma “eco solidária”, facilitando trocas de bens e serviços. O dinheiro social NIBS(NB$) vem melhorando a qualidade de vida e promovendo trocas que fortificam os princípios do sistema: “solidariedade e apoio mútuo, equilíbrio econômico e a busca por uma economia sustentável com o planeta, a comunidade”.  Tanto a Rede com o SELS, são projetos ainda muito jovens, mas ambas as propostas são bastante inovadoras em suas áreas de atuação. Cada uma com seus erros e acertos, partindo de sentimentos genuínos de mudança: seja no plantio, seja no prato dos consumidores ou na melhoria econômica da cidade. O que importa sempre é fazer com que aquele “primeiro esboço” saia do papel e se torne um projeto em execução, os enfrentamentos e as barreiras então, irão existir para que os projetos em prática se fortaleçam.  

domingo, 7 de abril de 2019

(MECS) Diário Sonoro - VOZES

abril 07, 2019 0 Comments
Pensar em criar um diário sonoro com as vozes das pessoas é um tanto quanto complicado. Ao construir meu diário, pensei em filtrar as vozes gravando mulheres que ao meu redor sonham, pensam e agem por um mundo melhor. Então, criei meu diário tentando ouvir, muito mais que somente a voz, mas também o que foi dito. Comecei os diálogos perguntando sobre comida e seus gostos. Afinal, falar sobre comida é ótimo!! Depois perguntei a elas: "O que você acredita que mudaria o mundo?". 

Segue abaixo, diário sonoro e respostas inspiradoras:

No primeiro áudio, consigo perceber uma voz um pouco metalizada, sua risada é aguda, mas a voz não tanto. Ela é mais veloz na sua fala.




No segundo áudio, a voz parece ter uma pegada mais infantil. Me remete à memória, a voz de uma criança. Suave e não tão aguda quanto a primeira voz.



Acredito que, dos três áudios, é a voz mais grave, com algumas leves pontuadas no agudo. Risada aguda. Em alguns momentos sua voz é veloz, em outros sua voz soa como mais contemplativa.


Por: Márcia Mascarenhas
Professor: Daniel Puig

sábado, 16 de março de 2019

(PMCArtes) LOGOMARCA

março 16, 2019 0 Comments

Resultado final Logomarca
Discente: Márcia  Gabrielle Brito Mascarenhas
  Cliente:  Blog IPOLÍTICA



Interesses do Cliente: Nova marca exclusiva que foque nas iniciais do blog (I e P).

A proposta inicial foi desenhar a logomarca em torno da figura da ampulheta, sinalizando fluxo, movimento continuo, fazendo referencia a letra “I” da nomenclatura do blog.  Depois, foi sugerido a construção de uma imagem onde a letra “I” e a letra “P” fossem uma só. Para ideia de cores, foi pensado no branco (implicando em justiça e imparcialidade, neutralidade e independência) e vermelho (significando energia e ação).

Pensando na proporção áurea, a logo se encontra dentro da espiral, e a proposta da letra P também foi executada em cima do conceito da espiral.




Teste da logomarca

Construir uma logo foi um desafio pra mim. Aliar as propostas de construção com as sugestões da aula, pensando nos estudos das cores, do encaixe com a espiral e com uma proposta sólida para a marca foi uma provocação e tanto. Passei horas debruçada no Inkscape, um dos programas sugeridos para a construção da logo. Usei também outros programas mais simples que me ajudaram a chegar ao projeto final da marca. Foi um caminho e tanto, da construção até o produto final, foram aparecendo algumas ideias e outras, tive que ir me abstendo. No fim, eu realmente gostei do produto final, depois de tantos reinícios.




Por: Márcia Mascarenhas
Professor: Joel Felipe


sexta-feira, 15 de março de 2019

(UCP) Cotidiano

março 15, 2019 0 Comments

"Todo dia eu só penso em poder parar, meio-dia eu só penso em dizer não. 
Depois penso na vida pra levar e me calo com a boca de feijão" Chico Buarque


Leitura crítica "A riqueza de poucos beneficia todos nós?" 

O texto leva o leitor a uma reflexão acerca das desigualdades existentes no mundo, destacando na escrita, a onda crescente desse processo ao longo dos anos. O autor sinaliza no texto que a condição econômica das pessoas, vista sobre um panorama geral, não tem se alterado, quando ele afirma, na seguinte citação: “pessoas que são ricas estão ficando mais ricas apenas porque já são ricas. Pessoas que são pobres estão ficando mais pobres apenas porque já são pobres.” Por esse prisma, com a crescente desigualdade, crescem também as “patologias sociais”, considerando que, em uma sociedade, todas as ações se conectam. Essas desigualdades vêm trazendo efeitos negativos no desenvolvimento econômico e na qualidade de vida da população.
Resultado de imagem para cotidiano
Tomando como base um recorte na cidade de Itabuna, pode-se inferir que as projeções das desigualdades no mundo, são refletidas nas particularidades também. Uma reportagem de jornal, publicada no dia 18 de fevereiro no blog IPOLITICA, faz um recorte do trabalho desenvolvido por estudantes baianos acerca dos índices de pobreza na cidade, intitulado: “Medindo a pobreza multidimensional em Itabuna: uma análise espacial.”, que leva a seguinte reflexão: “Os cinco bairros mais ricos de Itabuna têm renda pessoal de 74,5% do total da cidade, segundo dados dos setores censitários do Censo de 2010. O levantamento mostra que os 35 bairros de menor renda de Itabuna juntos somam o mesmo percentual obtido pelos 5 bairros mais ricos. Dessa forma, pode se afirmar que apenas 5,35% da população se apropria de 37,4% da renda pessoal total da cidade.” Essa desigualdade abordada no texto de Bauman se reflete no cotidiano do povo da cidade de Itabuna, o que gera uma crescente onda de consequências ao estado de Bem estar do povo. Cria-se um ciclo, onde os jovens: cada vez mais jovens, precisam ingressar no ambiente de trabalho, ocasionando assim a mão de obra infantil, o que, em decorrência disso, acarreta a crescente evasão escolar, refletindo na falta de uma profissionalização decente e acarretando num processo de exploração do trabalhador ou na crescente do desemprego. Isso demonstra o quanto à questão da desigualdade econômica interfere na qualidade de vida e na desigualdade social, o que aponta para um desenvolvimento econômico pautado em subempregos, exploração e sem qualquer bem estar para a classe mais pobre. Para Milton Santos: “O homem deixa de ser o centro do mundo e dá lugar ao dinheiro”. Perde-se, nessa desigualdade econômica massiva, alguns aspectos da humanidade, nessa busca desenfreada pelo “ter”, o dinheiro deturpa conceitos como o de igualdade e solidariedade. O espaço social que se nasce vem determinando as oportunidades do homem. O futuro de uma pessoa já está determinado pelo status social de sua família. Foi constatado isso em 1979, por meio de um estudo na Universidade Carnegie, e é empiricamente comprovado hoje. A “falsa meritocracia” estabelecida pela sociedade, que grita que todos têm direitos iguais na disputa por ocupação de espaço, coloca nessa disputa, um jovem que estuda a noite, pois precisa trabalhar para prover a família, e um rapaz que tem acesso a uma escola de qualidade e que não precisa se preocupar com as contas para pagar. Como colocar esses dois jovens em disputas equiparadas?

Autoria: Márcia Gabrielle Brito Mascarenhas 
Professor: Gustavo Bicalho

Referência:
"Medindo a pobreza multidimensional em Itabuna" Ricardo Candêia, Eli Izidro e Ícaro Célio. Bahia anál. dados, n 2, vol 28. p196-223
"A riqueza de poucos beneficia todos nós?" - BAUMAN, Zygmunt. Cap.1 (pg. 15-28)






quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

(PMCArtes) Platão, cores e combinações

fevereiro 27, 2019 0 Comments

No QUARTO ENCONTRO, me veio à reflexão acerca
do quanto Platão foi essencial para a construção do conhecimento. Hoje um dos pensadores mais estudados no mundo, o homem era filósofo, matemático; esteve discípulo de Sócrates e pôde nos facilitar o acesso à seu mestre. 
Os poliedros de Platão são fruto de seu estudo sobre o universo. Esses poliedros se dispõem em cinco: Tetraedro, Hexaedro, Icosaedro, Octaedro e Dodecaedro.  
A aula foi voltada, inicialmente para um trabalho prático; com a construção, por meio de canudos, dos sólidos. Em grupo: Eu, Alex e Antônio, nos embrenhamos a desenvolver o hexaedro, que após uma pesquisa prévia,  descobri que Platão fez associação desse sólido com o elemento da terra, por ser um sólido com todas as faces quadradas e  garantir estabilidade. 
Concluídos os poliedros, embarcamos na jornada para o processo de construção da nossa logomarca, focando no estudo das cores: o poder que as cores tem sobre nossos sentidos e como elas tem sido utilizadas pela industria para nos influenciar, as relações das cores com os sentimentos transmitidos e como usar as cores para favorecer nossas logomarcas e chamar o público para o produto vendido. 
E lá vamos nós, tendo ciência da importância das cores, agora é continuar com a mão na massa para a construção da logomarca.




















Por: Márcia Mascarenhas
Professor: Joel Felipe