terça-feira, 17 de março de 2020

(Publicação) Revista LiteraLivre

março 17, 2020 4 Comments

Olá queridos,
Vim trazer para vocês essa edição, já antiga, mas não menos especial da Revista LiteraLivre que tive o imenso prazer de fazer parte com o poema "À prenda, aprenda".
A revista é do Ano 01, edição 04 de 2017.

   

Você pode também baixar a edição da revista diretamente para seu celular, tablet ou computador, clicando AQUI.

Aproveito para informar que a revista está com chamada aberta para novas publicações e o regulamento está disponível no site da revista: LITERALIVRE

Xêro!!!



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

(RABISCO) Minha alma dizia não

fevereiro 05, 2020 2 Comments





Perdi minha pós-memória
Engolindo a seco o sentido da vida
Fugi das aflições hoje impostas em mim
Magoei minha alma ao pedir sem cautela
Para se lançar fora de meu corpo
Com a finalidade de pôr fim a poesia
amorosa que habita em mim
Mas em vão 
Ela gritou: Não saio, não saio, não saio!
E assim se deu o meu amargo conflito "almatico" 
Eu dizia sim, minha alma dizia não
Eu dizia sim, minha alma dizia não


De : Márcia Mascarenhas
Xêro

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

(EPOA) Palestra com Katu Angatu

janeiro 14, 2020 0 Comments





Com palestra de nomenclatura: “ Lutando por uma educação escolar indígena decolonial”, o indígena Katu Angatu que está atualmente atuando como diretor da escola indígena, começou sua fala narrando o processo de luta dos povos tupinambá na região pelo direito a terra. Destacou na sua palestra a importância da ancestralidade existente na sua terra e de como ela é necessária para eles, para a vivencia de seus rituais. Outro ponto de destaque de sua fala, acerca da luta indígena, diz respeito ao massacre indígena que aconteceu no Cururupe, e de como os sobreviventes daquela chacina tiveram que, para sobreviver, negar a sua identidade. A figura do Caboclo Marcelino também foi lembrada pelo indígena que foi figura fundamental para o processo da luta e sobrevivência. 
Segundo Katu, entre os territórios de Una, Ilhéus e Buerarema, são cerca de seis mil indígenas e que, apesar de uma grande parcela de indígenas na região, ainda não há o reconhecimento dos tupinambás como povos originários. 
O indígena ainda falou sobre a questão ritualística das suas tradições. Ele afirma que o canto do Maracá exerce a função de chamar e dialogar com os encantados. Falou também sobre a importância, a representatividade e a significação que a pintura exerce em seu povo. Cada cerimonia requer uma pintura diferente, para cada ocasião, para cada ação e função há uma pintura representativa. Além disso, ele destacou a importância das coisas da natureza para a energização de seu povo. 
Ele finalizou sua fala ressaltando a importância de todos os outros tópicos para a construção de um currículo escolar indígena. Ressaltou o currículo escolar da Escola Estadual Indígena Tupinambá de Abaeté, onde exerce suas funções de diretor, voltado para a educação formal e diretamente atrelado a conteúdos de contexto indígena. 


Márcia Mascarenhas
Xêro

domingo, 27 de outubro de 2019

(POESIA) Atalho

outubro 27, 2019 3 Comments

Peguei um atalho em seu corpo

As pernas, os braços

Florestas conhecidas

Entre tantos CrUzAmEnTos

Achei em seu peito

O melhor atalho

A melhor poesia.


Márcia Mascarenhas
Xêro



sexta-feira, 20 de setembro de 2019

(CORDEL) Manifesto sobre a liberdade (2)

setembro 20, 2019 2 Comments



Esse manifesto é uma reformulação do Manifesto sobre a Liberdade . Estou em processo de mudanças e os cordéis vão mudando comigo:


                                 

Venho por meio deste
Manifesto exclamar
A importância da liberdade
Para a vida funcionar
Só se pode viver bem
Quando a alma e o corpo têm
Formas de se libertar.

Escute bem cidadão
O que diz a cantoria:
Onde não há liberdade
Impera-se a tirania
Homens a nos ditar
Como viver, como falar
Em trajes de infantaria.

Aqui hoje venho
Por meio desse papel
Esboçar que a liberdade
Essa moça tão fiel
Tem enorme função
Na escrita e criação
Deste singelo cordel

Há mais de mil maneiras
Da liberdade se alcançar
Tem quem diga que ser livre
É ter direito a encontrar
Um amor pra amar também
Não importando quem,
Nova jornada embarcar.

Liberdade para Sen
É desenvolvimento
Quanto mais livre o povo
Muito mais fortalecimento
Liberdade de expressão
Retirando a privação
Do povo ao conhecimento.

Stuart Mill e a obra
Intitulada Liberdade
Traz grandes conceitos
E apresenta uma verdade
Fala da livre discussão:
Ideias levam a evolução
De uma sociedade!

Para outros a liberdade
Na educação habita.
Paulo Freire afirma
Que ela possibilita
O sujeito transformar
Sua forma de pensar
E com isso reflita!
E como podem nos privar
Do direito a educação?
Podando as diversidades
Limitando a inclusão?
Com essa grande ameaça
Que é a lei da mordaça
E sua implicação.

A liberdade de expressão
É direito universal
Protegida no Artigo 5º
Da constituição Federal
Prega livre manifestação
Exalta o poder da criação.
A voz do povo é plural!

Porém nos acorrentaram
Numa realidade crua
Sair tem sido perigoso
Não nos veem mais na rua
Precisamos habitar
Os espaços circular
Pra que a liberdade flua.

Um mundo sem opressão
É isso que faremos
Contra exploração de classe
Cada dia que vivemos
Com muito mais vontade
Lutamos pela liberdade.
Ser livres é o que queremos!

De Ilhéus para o mundo
Aqui eu vou reiterar
Apenas com liberdade
Democracia reinará!
Essa bela menina
Que dia-a-dia ensina
Formas de reinventar.

Por isso sou a favor
Desse escrito narrado
E conclamo a todos
Que guardem esse legado
Na caixa do pensamento.
E esse manifestamento
Será sempre contemplado!

Márcia Mascarenhas
Xêro

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

(Poéticas Ameríndias) A lenda do dia e da noite

agosto 29, 2019 2 Comments
Ao desenvolver o livro de artista no Componente Curricular: “Poéticas Ameríndias no Brasil: Literatura, Cinema e Grafismo”; entrei na tentativa de contemplar um pouco de cada campo da arte que o componente engloba. Compus um cordel, baseado na obra de Rui Oliveira, que reconta o mito dos Karajás, povos que vivem atualmente nos estados de Tocantins, Goiás e Mato Grosso. O mito narra história de como a noite surgiu, e durante todo o percurso para a chegada da noite até o desfecho da história, somos levados a conhecer seres encantados, que habitam o imaginário do povo Karajá. Durante o conto, a relação entre os índios e os animais é muito marcante, onde suas aparições e diálogos com os personagens marcam a narrativa. A beleza presente nos recursos imaginativos que o conto apresenta, leva o espectador até o lugar imagético da ambientação da história: o lugar da memória. A mente faz todo o percurso dos índios até os seus desfechos: aconselha, recolhe, recobra, se entristece, cria e vibra.
A proposta das imagens apresentadas no livro foi asseverar o dito por Julio Plaza: “A ilustração, a imagem, amplia, traduz e organiza visualmente o significado do texto”. E, para além dessas inferências, refiro a mim: a quem a arte de desenhar sempre foi um desafio muito grande, criar esse processo com desenhos, foi um longo trabalho de parto. Com o filho em mãos, parti para o universo das imagens e me dispus a criar uma vídeo-poesia, que narra à história do livro. Esse processo me possibilitou ter uma perspectiva de ouvinte da minha própria narrativa. Foi uma experiência agregadora para a vida.
Todo esse processo de “fazedura” do livro de artista e as imensas possibilidades de experimentações e desconstruções que ele possibilita só me mostraram com profunda clareza que crescemos como seres humanos, e que mudamos nossas formas de olhar e de recriar o mundo: o nosso mundo. Espero que a pluralidade existente em mim no momento de concepção do livro possa se fazer visível nos labirintos criados pelos encantados das águas, do dia e da noite.



Márcia Mascarenhas
Xêro

terça-feira, 20 de agosto de 2019

(Ateliê CTE) Índigo

agosto 20, 2019 0 Comments
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A mostra do Componente Curricular Ateliê Corpos, Tempos e Espaços acontece nessa quinta - feira, 22 de agosto, 19:00 na Universidade Federal do Sul da Bahia - UFSB. O espetáculo "Índigo - Surgimos hoje para sempre", com a orientação dos docentes Tássio Ferreira e Leila Oliveira, será apresentado no Refeitório do Campus Jorge Amado, Ferradas. A entrada é franca.